quinta-feira, 8 de julho de 2010

Cleber Verde comemora - Câmara aprova PEC do piso salarial dos policiais dos estados



Câmara aprova PEC do piso salarial dos policiais dos estados
Rodolfo Stuckert
O texto aprovado resultou de um acordo entre os aliados do governo e lideranças dos policiais.
O Plenário aprovou nesta terça-feira, em primeiro turno, a proposta de piso salarial para os policiais dos estados (PECs 446/09 e 300/08). O texto aprovado por todos os 349 deputados presentes é o de uma emenda que resultou de um acordo entre o governo e as lideranças da categoria. A matéria ainda precisa ser analisada em segundo turno, antes de seguir para o Senado.
De acordo com a emenda, uma lei federal definirá o piso salarial dos policiais civis e militares e dos bombeiros dos estados, que passarão a receber na forma de subsídio. A mesma lei criará um fundo para ajudar os estados a cumprir o novo piso, disciplinando o funcionamento do fundo e os recursos a ele destinados. A lei também definirá o prazo de duração desse fundo.
A partir da promulgação da futura emenda constitucional, o Executivo terá 180 dias para enviar o projeto dessa lei ao Congresso.
EquilíbrioAntes da aprovação da matéria, o presidente da Câmara, Michel Temer, cumprimentou todas as lideranças e os deputados mais atuantes na negociação do texto aprovado. "Do envolvimento desses deputados, resultou o envolvimento de toda a Casa, que conseguiu chegar a um termo final, mostrando como a democracia é um diálogo do qual nasce o equilíbrio", afirmou.
Para o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), autor da PEC 300/08, a votação foi possível graças à reunião do presidente da Casa com os líderes na qual ficou definido que a PEC seria pautada ainda nesta terça-feira. "Pode não ser o texto dos sonhos, mas se não tivéssemos votado isso não teríamos votado nada", ponderou Faria de Sá.
Texto negociadoPara o líder do governo, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), que negociou o texto aprovado com a categoria, a Câmara deu "um passo em uma grande caminhada". Segundo ele, "estão de parabéns as lideranças dos policiais e o deputado Arnaldo Faria de Sá, que formulou a ideia geral da proposta".
A PEC 300/08 previa que os policiais dos estados receberiam os mesmos valores pagos aos do Distrito Federal, mas passou a tramitar apensadaTramitação em conjunto. Quando uma proposta apresentada é semelhante a outra que já está tramitando, a Mesa da Câmara determina que a mais recente seja apensada à mais antiga. Se um dos projetos já tiver sido aprovado pelo Senado, este encabeça a lista, tendo prioridade. O relator dá um parecer único, mas precisa se pronunciar sobre todos. Quando aprova mais de um projeto apensado, o relator faz um texto substitutivo ao projeto original. O relator pode também recomendar a aprovação de um projeto apensado e a rejeição dos demais. à PEC 446/09, do Senado, quando esta chegou à Câmara.
HistóricoA primeira versão da PEC 446/09 foi aprovada em março deste ano e continha um piso provisório de R$ 3,5 mil ou de R$ 7 mil para os menos graduados e o menor posto de oficial, respectivamente.
Entretanto, essa parte do texto e outras que tratavam da criação do fundo apenas com recursos federais precisavam ser votadas separadamente. Esses trechos da PEC foram alvos de destaquesMecanismo pelo qual os deputados podem retirar (destacar) parte da proposição a ser votada, ou uma emenda apresentada ao texto, para ir a voto depois da aprovação do texto principal. do PT.
A partir da apresentação dos destaques, as negociações se estenderam até que os representantes da categoria aceitaram retirar, do texto, os valores provisórios do piso e uma nova redação para o fundo que subsidiará os pagamentos do piso definitivo.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

CLEBER VERDE CONSEGUIU A APROVAÇÃO DA PEC QUE CRIA APOSENTADORIA PARA GARIMPEIROS



CCJ admite PEC que institui aposentadoria para garimpeiros


A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou nesta quarta-feira a admissibilidade de emenda constitucional instituindo o direito à aposentadoria para garimpeiros e pequenos mineradores, ao lado de agricultores familiares, parceiros, meeiros e pescadores artesanais ( A CCJ examina se a proposta fere uma cláusula pétrea da Constituição, se está redigida de acordo com a técnica correta e não fere princípios orçamentários).
A medida consta da Proposta de Emenda à Constituição 405/09, do deputado Cléber Verde (PRB-MA). Segundo o relator, deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), a proposta obedece às exigências de constitucionalidade, juridicidade e deverá ser aperfeiçoada quanto à sua técnica legislativa.

O texto prevê que, para ter direito ao benefício, os garimpeiros e pequenos mineradores devem exercer suas atividades em regime de economia familiar, sem empregados permanentes, além de contribuir para a seguridade social com 2,1% sobre o resultado da comercialização da produção.
Tramitação - A proposta será analisada por comissão especial e, depois, será votada em dois turnos pelo Plenário.
Reportagem - Vania Alves Edição - Newton Araújo

terça-feira, 29 de junho de 2010

CONVENÇÃO DO PRB CONTA COM A PRESENÇA DE DILMA ROUSSEF E JOSÉ DE ALENCAR







A convenção nacional do PRB, realizada no dia 26 de junho de 2010em Brasília, confirmou o apoio da legenda à candidatura de Dilma Rousseff à presidência da República, em cerimônia no Hotel Nacional com a presença de lideranças da agremiação, inclusive do Líder do PRB na Câmara Federal - Dep. Cleber Verde.


Cleber Verde reafirma a importância da continuidade do governo Lula e a eleição de Dilma Rousseff no pleito de outubro.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Projeto de CLEBER VERDE altera regras sobre empresas de capital aberto


11/05/2010 13:59
Projeto altera regras sobre empresas de capital aberto
Saulo Cruz
Para Cleber Verde, instruções da CVM são insuficientes para coibir irregularidades.
Tramita na Câmara o Projeto de Lei 6962/10, do deputado Cleber Verde (PRB-MA), que altera a lei das empresas de capital aberto (6.404/76), para proteger acionistas minoritários.
A proposta cria a obrigatoriedade de realização de assembleia de acionistas para examinar operações de empresas com suas partes relacionadas ou que envolvam conflitos de interesses, exigindo quorum qualificado (no mínimo metade das ações com direito a voto) para aprovação das medidas. Caso a assembleia de acionistas não tenha tido ouvida, as operações poderão ser anuladas.
“Empresas de capital aberto divulgam poucos dados sobre contratos dentro do mesmo grupo empresarial, e isso vem prejudicando os acionistas minoritários”, afirma o parlamentar. Ele diz que instruções da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), órgão regulador do mercado, têm sido insuficientes para coibir práticas irregulares.
TramitaçãoA proposta será analisada em caráter conclusivo pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Íntegra da proposta:
PL-6962/2010
Reportagem – Rachel Librelon Edição – Ralph Machado

terça-feira, 27 de abril de 2010

CLEBER VERDE HOMENAGEIA O VICE-PRESIDENTE JOSÉ DE ALENCAR






O SR. PRESIDENTE(Michel Temer) - Concedo a palavra ao nobre Deputado Cleber Verde, ao mesmo tempo em que saúdo o ex-Deputado Anderson Adauto, Prefeito que também está presente nesta cerimônia.O SR. CLEBER VERDE (Bloco/PRB-MA. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, quero inicialmente cumprimentar o Presidente José Alencar; em nome dos partidos, cumprimentar o Sr. Vítor Paulo, Presidente Nacional do PRB, partido que com muito orgulho represento e lidero nesta Casa, com o apoio dos Parlamentares, junto com o nobre Deputado George Hilton.


Quero dizer a V.Exa., que nasceu no dia 17 de outubro de 1931, que não por acaso fatos memoráveis da história do Brasil e do mundo também ocorreram nesse dia.


No dia 17 de outubro de 1979, por exemplo, Madre Teresa de Calcutá ganhou o Prêmio Nobel da Paz; no dia 17 de outubro de 1904, foi assinado o Tratado de Paz e Amizade entre Chile e Bolívia; no dia 17 de outubro de 191-, nasceu Albino Luciani, Papa João Paulo I; no dia 17 de outubro de 199-, a Assembleia Geral da ONU definiu o dia 17 de outubro com Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, cujo objetivo écriar a consciência da importância de erradicar a pobreza e a indigência em todos os países do mundo; entre todos os fatos memoráveis dessa data em que V.Exa. nasceu.Para concluir muito brevemente o nosso momento aqui, gostaria de dizer que a minha esposa e a minha sogra perguntavam-me por que José Alencar, quando saía do hospital, saía com aquela alegria, cumprimentando e sorrindo a todos. Dentre tantas visitas que lhe fiz, tive oportunidade, juntamente com minha esposa, de cumprimentá-lo e de fazer essa pergunta a V.Exa., que me disse: "Cleber, eu fui escoteiro. O escoteiro sorri na adversidade." V.Exa. disse isso explicando a forma como trata os problemas que o afligem.




Certamente, o Brasil orgulha-se muito de tê-lo como líder nacional à frente não apenas do País, mas também como condutor, de forma humilde e generosa, da sua luta. Também em nome dos aposentados — muitos estão aqui e estiveram comigo em audiência com V.Exa. — , quero agradecer-lhe pelo apoio, pelo gesto de ligar, com muita humildade, ao Presidente Michel Temer, pedindo-lhe deferência especial na instalação da PEC nº 555 para permitir a reavaliação da taxação dos aposentados.




Receba o nosso cumprimento, em nome da Frente Parlamentar em Defesa dos Aposentados, pelo seu trabalho, pela sua vida. Que Deus abençoe o senhor, a sua esposa Mariza e toda a sua família. Parabéns a V.Exa. (Palmas.)

terça-feira, 13 de abril de 2010

CLEBER VERDE QUER CORREÇÃO DE 7,7% PARA APOSENTADOS QUE GANHAM MAIS QUE O PISO




O SR. CLEBER VERDE (Bloco/PRB-MA. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, o Jornal da Câmara desta semana traz como principal manchete Acordo de governistas com aposentados pode alterar MP e aumentar reajuste para 7,7%. A Medida Provisória 475 a ser votada nesta Casa tem no seu texto o reajuste do salário mínimo baseado na inflação e no crescimento do Produto Interno Bruto —PIB.
O Governo insiste, pelo menos o Relator da medida provisória, em apresentar no texto uma proposta de reajuste para aqueles que ganham acima do mínimo equivalente a 50% do PIB. Depois de muita conversa entre Relator, Governo e entidades de classe, chegou-se ao patamar de 70%.
É importante registrar que o Senado fez seu dever de casa em favor dos aposentados, ao aprovar o fim do fator previdenciário, o PL 01, de 2007, que fixa a política de reajuste do salário mínimo até 2023, com emenda do Senador Paulo Paim, garantindo o reajuste de todos os benefícios no mesmo patamar. O Senado também aprovou a recuperação da perda dos benefícios dos aposentados ao longo dos anos. Na semana passada o Senado Federal reuniu o Líder do Governo no Senado, o Líder do Governo no Congresso, a Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas — COBAP, na pessoa do Presidente Warley, diversas federações, Deputados Federais e inclusive este Deputado, representando a Frente Parlamentar em Defesa dos Aposentados.
E lá foi acordada, Sr. Presidente, a posição de que mantivéssemos uma definição mínima, já que não é possível darmos os 100% que vão ser dados ao mínimo, de concedermos, portanto, 80%. Então, estabeleceu-se lá um critério: 80% do PIB. Isso vai permitir um reajuste de 7,7% para aqueles que ganham acima do mínimo, oportunizando, obviamente, pagar a eles o equivalente desde janeiro, o atrasado a que têm direito.
Faço este registro para dizer que o Senado tem feito, como eu disse, o seu dever de casa em favor dos aposentados, mas esta Casa precisa urgentemente fazer esse gesto também. Não é de hoje que venho dizendo que não temos dado resposta à altura do que o aposentado do nosso País precisa e merece no tocante a tudo o que vem passando ao longo dos anos.
Precisamos fazer esse alerta para que esta Casa, a Câmara Federal não entre no constrangimento de aprovarmos 70%, o Senado Federal alterar, aprovar 80% e nós termos que refazer, porque, obviamente, voltará para esta Casa a medida provisória. Esta Casa é a que vai ter de aprovar o que se definir lá no Senado, o que for diferente daqui. Vamos ter que votar aquilo que o Senado definir lá.
Então, antes que passemos por esse constrangimento, que possamos definir — e faço um apelo ao Governo — esses 80%, porque certamente a Oposição vai trazer para cá uma discussão dos 100%. Será muito difícil esta Casa, os Parlamentares não acompanharem a Oposição. Voto com o Governo, sou do Partido Republicano Brasileiro, mas, no tocante ao aposentado, tudo aquilo que for para beneficiá-lo tenho de votar com o aposentado. Coordenamos a Frente Parlamentar em Defesa dos Aposentados.
Faço esse alerta para não haver esse constrangimento, Sr. Presidente. Que possamos — e peço ao Governo, ao nobre Relator Vaccarezza, que já me deu oportunidade de conversar algumas vezes com S.Exa. — também levar a Confederação Brasileira de Aposentados para definir nesta Casa os 80% do PIB e
7,7% de reajuste para aqueles que ganham acima do mínimo, aposentados e pensionistas. Isso vai representar para o Governo algo em torno de 1,8 bilhão, aproximadamente, ao longo de 2010. Para quem já fez tanto a outras categorias, empresários, bancos, enfim, em nome de uma justa distribuição de renda, não há outra saída melhor do que darmos aos aposentados pelo menos esse percentual.
Tenho certeza de que a base vai estar unida, votando com o Governo e garantindo obviamente esse reajuste.
Esse é um apelo que faço ao Líder Vaccarezza, ao Governo — sei que não depende da sua vontade pessoal, depende, obviamente, de um diálogo com o Governo —, para que possamos ter esse entendimento.
O relatório já vinha com esse percentual, porque certamente, não sendo dessa maneira, o que aconteceu no Senado vai nos permitir obviamente ter que esperar votar no Senado e voltar para cá para votarmos o que o Senado definiu, ou seja, em vez de passarmos por esses trâmites, que possamos logo consolidar isso.
Portanto, é um apelo que faço ao Governo, ao Líder Vaccarezza, que, por coincidência, é Relator da MP nº 475, para que possamos trazer já no seu relatório esse reajuste de 80%. O Senado e o Governo já acordaram com os aposentados e com a Frente Parlamentar. Tenho certeza de que, fazendo isso, a base toda vai estar unida, porque assim quer os aposentados. Eles querem este percentual, a Confederação Brasileira de Aposentados já concordou com esse percentual e não tem por que a base do Governo não estar unida votando no relatório apresentado pelo Líder Vaccarezza, trazendo, lógico, no texto, 80%.
Que evitemos o constrangimento e os debates desnecessários, que vão, mais uma vez, mostrar que esta Casa será devedora de gestos para aposentados e pensionistas do nosso País.
Digo isso, Sr. Presidente, porque todos sabem que, ao longo dos anos, os aposentados têm sido prejudicados. No ato da concessão das aposentadorias, temos um fator previdenciário. Inclusive, fiz questão de trazer aqui uma fórmula matemática.
Para quem está nos assistindo e não sabe, fator previdenciário é uma fórmula matemática aplicada no ato da aposentadoria por tempo de contribuição e que leva em consideração alguns aspectos: o tempo de contribuição do trabalhador multiplicado pelo fator "A". O que é o "A"? É a alíquota, 20% do empregador mais 11% do empregado, ou seja, 0,31%. Então, multiplica-se o tempo de contribuição do trabalhador pela alíquota de 0,31, dividido pela expectativa de vida do cidadão
brasileiro — apresentado em tábua aritmética pelo IBGE —, multiplicado pela idade do trabalhador, que é somada ao tempo de contribuição vezes a expectativa de vida, mais uma vez, dividido por 100. Esse fator leva a uma diminuição, no ato da concessão da aposentadoria do trabalhador, no caso do homem, de até 30%, e, no caso da mulher, de até 40%. Ou seja, quem ganha mil reais, se homem, vai receber o salário de 700 reais; a mulher perde ainda mais e recebe 600 reais. Quer dizer, essa diminuição no ato da concessão é permanente no benefício.
Sr. Presidente, estou vendo o Deputado Flávio Dino, que deseja fazer um aparte. Quero cumprimentá-lo pelo seu pronunciamento antes do meu, quando falou sobre o Ficha Limpa, um projeto que teve grande contribuição dele. Para mim é uma honra ser aparteado por S.Exa. Queria conceder-lhe um aparte.
O Sr. Flávio Dino – Deputado Cleber Verde, serei muito breve. Quero apenas reforçar, dando meu modesto testemunho, as argumentações de V.Exa. e sua atuação parlamentar, desde o início da sua presença na Câmara, sempre voltado a essa temática dos aposentados. Nesta semana, em razão do trabalho de V.Exa. e de outros Parlamentares, dentre os quais tenho a oportunidade de me inserir como representante do PCdoB, do nosso Bloco Parlamentar, haveremos de obter uma vitória e V.Exa. terá uma participação grande nela, na medida em que o reajuste de 6,1% ou 6,2% será, tenho a convicção, ampliado, como V.Exa. disse logo no pórtico de seu pronunciamento. Então, V.Exa. tem a minha solidariedade nessa defesa.
Haveremos de, nesta semana, comemorar essa vitória, assim como esse outro tema que V.Exa. apresenta, o fator previdenciário. Também tenho me manifestado a favor da sua extinção, uma vez que penaliza uma pequena parte dos aposentados, aqueles que são aposentados por tempo de contribuição — a maioria são aposentados por idade —, mas é um tema de grande relevância para milhares de cidadãos. Por isso temos também o dever de tratá-lo. Parabéns a V.Exa. Na terça, amanhã e na quarta-feira travaremos o bom combate na mesma trincheira, defendendo que, na conversão da medida provisória do Presidente Lula, os erros ali contidos sejam corrigidos, e haveremos de conquistar um aumento maior para os aposentados.
O SR. CLEBER VERDE – Muito obrigado, Deputado. Inclusive, quero parabenizá-lo, cumprimentá-lo por ter, no texto da medida provisória, incluído uma emenda de autoria de V.Exa. que pede 100% do reajuste do PIB. Foi o caso também da minha emenda. Então, todos, tenho certeza, vamos concordar, caso o relatório venha com o percentual de 80%.
Sr. Presidente, é isso que queremos abordar nesta tarde, dizendo da importância de aproveitar esse momento e fazer um gesto para os aposentados e pensionistas que há muito tempo clamam por justiça. Nada mais justo do que garantir aos aposentados esse percentual. Não vamos discutir 2011, porque sabemos que o PIB foi negativo, o que não vai trazer grandes benefícios aos aposentados e pensionistas. Em 2011, vamos rediscutir uma proposta condizente com a realidade da economia no momento para atender aposentados e pensionista.
Esse gesto aos aposentados e pensionistas é para garantir a eles pelo menos esses 7,7%, porque eles já têm tido prejuízos de forma sistemática, seja no ato da
concessão e com os índices diferenciados de reajuste.
Tenho colocado como exemplo o que aconteceu em 2009. Só em 2009, a diferença da correção para o aposentado foi algo em torno de 7%. O mínimo teve 12% de reajuste. Quem ganhava acima do mínimo ganhou apenas 5%. Ao longo dos anos, essa diferença vem acontecendo, o que vem se avolumando a um patamar de quase 63% de defasagem do que ganhava o aposentado no ato do seu benefício.
Quero exemplificar e deixar patenteado o registro de que temos números que já comprovam que mais de 5 milhões de aposentados, que ganhavam em torno de 2
ou 3 salários mínimos, já estão recebendo 1 salário mínimo por conta dessa política injusta de correção. É inadmissível que não possamos passar isso de alguma forma, em termos de benefícios, a esses aposentados. Entendemos que isso é importante,
é fundamental.
Espero que o relatório venha com um texto que atenda a essa expectativa, com a qual o Senado já concordou. Esperamos também que não haja o constrangimento de ter que voltar para cá e votar aquilo que o Senado já fez. O Senado, como já disse, fez o dever de casa. Agora esta Casa tem por dever, de ofício, fazê-lo.
Cedo um aparte ao digníssimo representante também do Maranhão, Deputado Pedro Fernandes.
O Sr. Pedro Fernandes - Deputado Cleber Verde, ao parabenizá-lo, quero dar um testemunho da sua luta a favor dos aposentados nesta Casa. Os aposentados esperam muito desta Casa e também do Governo Federal. Na hora de reajustar os planos de saúde e os medicamentos, eles não hesitam e sempre atendem à planilha, principalmente do plano de saúde. Os aposentados precisam tanto cobrir seu plano de saúde e suas despesas com medicamentos. Mais do que isso: trabalharam e precisam ter uma vida justa, principalmente na velhice, que vai ser curta, mas precisa ser digna. Parabéns a V.Exa. e a todos que lutam por essa causa!
O SR. CLEBER VERDE - Muito obrigado, nobre Deputado Pedro Fernandes.
Incorporo os apartes de V.Exa. e do Deputado Flávio Dino ao nosso pronunciamento.
Queremos manter o poder de compra dos aposentados, que está achatado em função de toda essa política de Governo, que vai do ato da concessão aos anos que se sucedem, em função dessa política injusta de correção.
Faço o registro de que tive a oportunidade de apresentar o Projeto de Lei nº 3.884, de 2008, que trata do tema da desaposentação.
Cheguei a publicar um livro chamado Nova Aposentadoria, que trata desse tema, "desaposentação", com o intuito de esclarecer a sociedade quanto a essa palavra, que parece estranha àqueles que a ouvem, mas que tem um significado muito importante.
Nós temos só em São Paulo, Sr. Presidente, cerca de 100 mil ações que estão tramitando na Justiça. São ações de aposentados que, por conta do fator previdenciário, da política injustiça de correção, estão recebendo um salário indigno, não condizente com o que contribuíram e são obrigados a voltar a trabalhar, Deputado Pedro Fernandes.
Como V.Exa. acabou de falar, Deputado Pedro Fernandes, aumenta-se o valor do preço dos medicamentos, da iluminação, da água, da cesta básica, dos serviços que são oferecidos à sociedade, mas não acompanham, no mesmo patamar, os índices de correção dos benefícios previdenciários, principalmente dos aposentados que ganham acima do mínimo.
Em debate que fiz na Comissão de Seguridade Social e Família, deixei muito claro o meu entendimento, e tenho certeza de que a sociedade há de concordar comigo: o aposentado, quando volta a trabalhar, não o faz porque quer, porque o objetivo da aposentadoria é, na velhice, poder gozar da aposentadoria, viajar, curtir com a família, cuidar dos netos, ter tempo para sua família. Afinal de contas, o aposentado trabalhou 30 anos ou 35 anos, esperando que a aposentadoria lhe desse condições de fazer turismo, viver com dignidade, com a sua família, os últimos dias de vida que lhe restarem. Porém, no sentido oposto, ele é obrigado a voltar a trabalhar para complementar sua renda.
Assim, uma vez que não se acabou ainda com o fator previdenciário — os índices de reajustes, que são diferenciados, vêm diminuindo o poder de compra dos aposentados — e que não houve a recuperação das aposentadorias daqueles que ganham acima do mínimo — o projeto está na CCJ —, apresentei esse projeto de lei que vai garantir a "desaposentação". O mínimo que podemos fazer por esse aposentado que voltou a trabalhar é permitir que ele possa, ao completar 1 ano, 2 anos ou 5 anos de tempo de trabalho, depois de aposentado, chegar ao balcão de aposentadoria do INSS, suspender sua aposentadoria e complementá-la com o tempo trabalhado após a aposentadoria.
Para exemplificar, Sr. Presidente, digo que me aposentei com 30 anos de tempo de serviço, já com a idade e o tempo garantido, conforme preconiza a lei previdenciária, e voltei a trabalhar. Aposentei-me proporcionalmente. Fui afetado pelo fator previdenciário e pelos índices de reajuste, que reduziram meu benefício. Contudo, voltei a trabalhar. Se volto a trabalhar, volto a pagar a Previdência, volto a contribuir com o INSS.
Antigamente havia o pecúlio. O que era o pecúlio? Era a restituição de tudo o que você dava ao Governo depois de aposentado, tudo o que lhe tirava o Governo. O Governo passa a ser seu sócio: você vai trabalhar, está aposentado, mas o Governo fica com parte dos seus recursos, do seu dinheiro, porque você é obrigado a contribuir.
O que queremos com esta lei? Que este aposentado possa pelo menos, já que ele não tem mais o pecúlio — se trabalhar 10 anos e se aposentou com 30 anos —, pegar 5 anos desses 10 anos que ele trabalhou depois de aposentado e desaposentar-se. Vai ao balcão do INSS renunciar à sua aposentadoria proporcional e vai trazer 5 anos para cá, ou seja, vai ter uma nova aposentadoria. Trinta mais 5 são 35. Sr. Presidente, ele vai ter algo em torno de 30% a mais para o benefício dele. Se ele trabalhar 1 ano somente, ele vai pegar mais 6%; 2 anos, algo em torno de 12%; e assim até chegar aos 30%, que é o patamar dos 5 anos. Proporcional são 30 anos, integral são 35 anos. No máximo, ele vai poder complementar com 5 anos.
Queremos permitir isso ao aposentado e pedimos apoio aos nobres Parlamentares, principalmente aos da Comissão de Seguridade Social e Família.
Naquela Comissão fizemos um amplo debate, mas o Governo pediu vista do projeto para analisá-lo melhor, apesar de toda a argumentação que apresentamos na Comissão.
Esperamos que o Deputado Henrique Fontana, que pediu vista para analisar melhor o projeto — concordo com os argumentos de S.Exa. —, entenda a importância e a magnitude desse projeto, que vai beneficiar os aposentados que estão no mercado de trabalho.
Portanto, venho mais uma vez fazer esse apelo, Sr. Presidente, e não vou cansar-me de vir, enquanto esta Casa não começar a fazer os gestos que os aposentados e pensionistas de nosso País precisam e merecem. Afinal de contas,
não vejo outra forma de justiça social senão esta.
Entendo, como dizia Rui Barbosa, que não há nada mais relevante para a vida social que a formação do sentimento de justiça. Nesse sentido, determinados projetos de lei que tramitam nesta Casa — como o que prevê o fim do fator previdenciário e o que estabelece a recomposição das perdas dos aposentados, que já está na CCJ; como a medida provisória que tem a oportunidade de garantir pelo menos 80% do PIB, ou seja, um reajuste de 7,7% para os aposentados; como o projeto da desaposentação, de nº 3.884, de 2008, de minha autoria e tantos outros de autoria de outros Parlamentares — vêm fazer justiça e dar ao aposentado brasileiro o direito de ter um pouco mais de dignidade e respeito, dar-lhe a certeza de que esta Casa vai sair do discurso e partir para a prática. Sabemos que, durante as campanhas políticas, todos que estão em campanha discutem e defendem os direitos dos aposentados, mas temos de mostrar isso aqui e agora, na hora de votarmos.
Nesta semana, terça-feira ou quarta-feira, teremos um belo debate, uma bela oportunidade de fazer um gesto aos aposentados, para lhes garantir pelo menos os 80% do PIB, acordados no Senado, para que evitemos constrangimento. Façamos isto: votemos a medida provisória com esse reajuste, mostrando que estamos, sim, muito voltados a beneficiar e garantir na prática aquilo que o aposentado e o pensionista espera de todos nós.