quinta-feira, 8 de abril de 2010

CLEBER VERDE CONSEGUE LIBERAÇÃO DE RECURSOS PARA CONSTRUÇÃO DE HOSPITAL EM IMPERATRIZ




O Dep. Cleber Verde, preocupado com a situação dos hospitais do município de Imperatriz (MA) em razão da situação precária por falta de UTI, intermediou audiência com o Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, que o recebeu em seu gabinete na data de 07 de abril de 2010, acompanhado do Prefeito do Município, Sr. Sebastião Madeira, da Secretária de Saúde e do Secretário Adjunto do estado do Maranhão, Sr. José Márcio. O Prefeito Madeira apresentou ao Ministro as dificuldades que a Saúde de Imperatriz está enfrentando.O Ministro autorizou o município a construção de 20 (vinte) leitos de UTI, e para tanto, vai destinar 4 milhões de reais, e o custeio dos leitos será pela tabela do SUS.Além disso, autorizou a preparar um projeto para construção de 01 hospital em Imperatriz, que contará com 300 leitos. Referido Projeto deve ficar em 50 milhões de reais e será para construção do hospital e compra dos equipamentos necessários para atender de maneira digna e satisfatória à população local.Compromete-se também o Ministro Temporão, a renovar a frota do SAMU, incluindo ambulância equipada para tratamento de alta complexidade.O dep. Cleber Verde agradeceu ao Ministro pelo apoio e pronto atendimento à solicitação, e se colocou à disposição, como Líder da bancada do PRB na Câmara Federal, para se mobilizar junto aos seus pares em favor da regulamentação da Emenda Constitucional 29, que define os percentuais mínimos de aplicação em ações e serviços públicos de saúde, o que proporcionará maiores recursos para a saúde, em nível da União, Estados e Municípios.

terça-feira, 30 de março de 2010

CLEBER VERDE SE REÚNE COM MICHEL TEMER - Aposentados pedem apoio a Temer para projetos da categoria



DESTAQUE: O deputado Cleber Verde (PRB-MA) afirmou que a Câmara tem uma dívida muito grande com os aposentados e cobrou a votação de projetos que beneficiam a categoria. Segundo o parlamentar, o fator previdenciário reduz as aposentadorias em 30 a 40%, o que obriga os aposentados a recorrer a empréstimos – que hoje somariam R$ 22 bilhões.

Aposentados pedem apoio a Temer para projetos da categoria
JBatista
Principal reivindicação da categoria é a aplicação do mesmo reajuste do salário mínimo às aposentadorias. O presidente da Câmara, Michel Temer, reuniu-se nesta tarde com representantes de aposentados e pensionistas, que vieram pedir a rápida votação de matérias de interesse da categoria.
A principal reivindicação é a aplicação do mesmo percentual de reajuste do salário mínimo para todas as aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Quanto a essa reivindicação, o presidente Temer sugeriu que eles procurem as lideranças do governo para negociar um consenso para a votação da matéria. Temer disse que poderá pedir ao líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), para agendar uma reunião entre a Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Cobap) e o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Luiz Dulci, que foi designado pelo presidente Lula para negociar com as centrais sindicais.

Prioridades - Na sessão solene de ontem em homenagem aos aposentados, a categoria definiu três projetos prioritários para discussão na Câmara: - o que concede o mesmo percentual de reajuste do salário mínimo para as aposentadorias; - o que acaba com o fator previdenciárioO fator previdenciário atinge apenas as aposentadorias do regime do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ao qual são vinculados trabalhadores do setor privado e servidores públicos regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Hoje, a aposentadoria por tempo de contribuição pode ser requerida após 35 anos de contribuição para homens, ou 30 para mulheres. O valor da aposentadoria resulta do cálculo das médias dos maiores salários de contribuição a partir de julho de 1994 – entram no cálculo apenas os 8 maiores em cada 10 salários de contribuição.
O valor da média obtida por essa conta deve ser multiplicado, então, pelo fator previdenciário — calculado com base na alíquota de contribuição, na idade do trabalhador, no tempo de contribuição e na expectativa de vida. A expressão salário de contribuição não é um equivalente perfeito de salário, porque os segurados com um salário maior que o teto da Previdência terão um salário de contribuição limitado a esse último valor.; e - o que repõe as perdas salariais da categoria.Segundo o senador Paulo Paim (PT-RS), que participou do encontro, não se falou em fator previdenciário, porque depende de acordo no Colégio de Líderes.
Também presente, o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) acrescentou que o projeto que repõe as perdas salariais dos aposentados ainda está em análise na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).
Reportagem - José Carlos Oliveira Edição – Regina Céli Assumpção

Cleber Verde defende aprovação da MP que reajusta aposentadorias


Cleber Verde defende aprovação da MP que reajusta aposentadorias
POLÍTICA - Maranhense
Ter, 30 de Março de 2010 16:22
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A aprovação da Medida Provisória 475/09, que reajusta em 6,14% os benefícios da Previdência Social acima de um salário mínimo, foi defendida em Plenário pelo deputado Cleber Verde (PRB-MA). O percentual vale a partir de 1º de janeiro de 2010 e corresponde ao INPC mais aumento real de 2,518%, equivalente à metade da variação positiva do PIB em 2008."Venho aqui hoje manifestar o anseio, principalmente, dos aposentados do nosso País, que clamam por justiça, por distribuição de renda, por uma política mais justa, mais isonômica, na aplicação de índices de reajuste dos seus benefícios, considerando que temos ao longo da história algumas reflexões que nos remetem a entender que, nesta Casa, para votar em favor do aposentado, tudo é mais difícil", afirmou.O parlamentar lembrou que, no ano passado, o aposentado que ganhava um salário mínimo teve 12,5% de reajuste e aquele que ganha acima do mínimo recebeu 5%. Só no ano passado, observou, houve uma defasagem de 7 pontos percentuais. "Como se já não bastasse o fator previdenciário, vêm os índices diferenciados que vão achatando e diminuindo o poder de compra dos aposentados", criticou. Isonomia - Cleber Verde lembrou que na quarta-feira (24) estavam na pauta duas medidas provisórias (MPs 474 e 475), que reajustam os benefícios do salário mínimo, e que diversos parlamentares apresentaram emendas, entre as quais uma de sua autoria, que pede tratamento isonômico aos aposentados e pensionistas que ganham acima do mínimo. Mas a votação ficou para depois da Semana Santa.Na avaliação do parlamentar, apesar dos avanços no governo Lula, com programas sociais como o Bolsa Família e o renda mínima, ainda há muito a ser feito em relação aos aposentados e pensionistas. Cleber Verde disse esperar que, após a Semana Santa, os parlamentares, "principalmente os que compõem a base do governo", voltem para Brasília "um pouco mais cheios do espírito de solidariedade". Segundo o deputado, não há nada mais justo do que fazer a distribuição de renda, levando ao aposentado o que lhe é de direito, "mas que o governo vem retirando ao longo dos anos".

segunda-feira, 29 de março de 2010

CLEBER VERDE REALIZA SESSÃO SOLENE NA CÂMARA PARA HOMENAGEAR OS APOSENTADOS





29/03/2010 13:41
Deputados defendem extinção do fator previdenciário
Elton Bomfim
Aposentados acompanharam a sessão solene em que deputados defenderam a extinção do fator previdenciário.
Deputados que participaram da sessão solene comemorativa do Dia Nacional do Aposentado (24 de janeiro), realizada nesta segunda-feira pela Câmara, defenderam a votação do Projeto de Lei 3299/08, que extingue o fator previdenciárioO fator previdenciário atinge apenas as aposentadorias do regime do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ao qual são vinculados trabalhadores do setor privado e servidores públicos regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Hoje, a aposentadoria por tempo de contribuição pode ser requerida após 35 anos de contribuição para homens, ou 30 para mulheres. O valor da aposentadoria resulta do cálculo das médias dos maiores salários de contribuição a partir de julho de 1994 – entram no cálculo apenas os 8 maiores em cada 10 salários de contribuição. O valor da média obtida por essa conta deve ser multiplicado, então, pelo fator previdenciário — calculado com base na alíquota de contribuição, na idade do trabalhador, no tempo de contribuição e na expectativa de vida. A expressão salário de contribuição não é um equivalente perfeito de salário, porque os segurados com um salário maior que o teto da Previdência terão um salário de contribuição limitado a esse último valor., e de outras propostas que beneficiam aposentados.
Entre as propostas citadas estão a que visa a recuperação das perdas nos vencimentos de aposentados (PL 4434/08); a que vincula o aumento das aposentadorias ao do reajuste do salário mínimo (PL 1/07); e a que extingue a cobrança de contribuição previdenciária sobre proventos de servidores públicos inativos (PEC 555/06).
O presidente da Câmara, Michel Temer, não participou da sessão, mas encaminhou uma mensagem na qual reitera seu compromisso com os aposentados, dentro das possibilidades conjunturais, “buscando formas de atender suas reivindicações com criatividade, responsabilidade e persistência”.
EmpréstimosO deputado Cleber Verde (PRB-MA) afirmou que a Câmara tem uma dívida muito grande com os aposentados e cobrou a votação de projetos que beneficiam a categoria. Segundo o parlamentar, o fator previdenciário reduz as aposentadorias em 30 a 40%, o que obriga os aposentados a recorrer a empréstimos – que hoje somariam R$ 22 bilhões.
Na avaliação do deputado, o argumento de que a Previdência Social está quebrada não justifica o baixo valor das aposentadorias, uma vez que o governo sempre socorre empresas em dificuldade. “Em vez de recuperar empresas, uma forma justa de distribuir renda é fazer chegar às mãos dos aposentados aquilo que é seu por direito. Portanto, garantir uma política justa de correção de 100% do crescimento do PIB é o mínimo que se pode fazer”, argumentou.
O deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), integrante da Frente Parlamentar de Entidades Civis e Militares em Defesa da Previdência Pública, fez um apelo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que atenda as reivindicações dos aposentados.
Ele disse ainda que, dos 27 milhões de beneficiários da Previdência, apenas 15 milhões são aposentados e pensionistas. Os outros recebem benefícios sociais, que, segundo ele, deveriam ser custeados pelo Tesouro. Por isso, afirmou, faltam recursos para pagar uma aposentadoria e uma pensão digna.
ApoioNa avaliação do deputado Mauro Benevides (PMDB-CE), iniciar uma reforma na Previdência seria a melhor forma de homenagear os aposentados. “A aposentadoria é cada vez mais um período de reciclagem e reaprendizagem. E um sistema previdenciário eficaz é estratégico para os países preocupados com o valor do conhecimento”, afirmou.
Chico Lopes (PCdoB-CE) afirmou que a isenção de impostos concedida a diversos setores “sai do suor do trabalhador” e que o governo deveria canalizar os recursos para pagar direitos aos aposentados que contribuíram para a Previdência. O deputado Humberto Souto (PPS-MG) também defendeu a votação dos projetos sobre aposentadorias.

terça-feira, 23 de março de 2010

DESAPOSENTAÇÃO ENTRA NA PAUTA NA CSSF


Deputado do Maranhão propõe projeto para modificar Lei das S.A.


Deputado do Maranhão propõe projeto para modificar Lei das S.A.
Por: Graziella Valenti, de São Paulo 23/03/2010 - Valor Econômico - Caderno Eu & Investimento


Nem de São Paulo, nem do Rio de Janeiro, principais centros financeiros do Brasil. Vem do Maranhão um projeto de lei que pretende dar limite às operações entre empresas do mesmo grupo ou com seus administradores e sócios. Conhecidas tecnicamente como contratos em partes relacionadas, essas negociações são um dos temas mais delicados do mercado.

No dia 15 de março, o deputado Cleber Verde (PRB-MA) apresentou à Câmara dos Deputados, em Brasília, um projeto de lei para modificar a Lei das Sociedades por Ações. Embora determine que os negócios entre partes relacionadas não possam gerar prejuízo à empresa aberta, a lei na sua redação atual não garante que tais transações tenham que ser submetidas ao crivo dos acionistas.

A sugestão do deputado, que é do mesmo partido do vice-presidente da República José de Alencar, é que as operações que superem 0,5% do patrimônio ou do capital social da empresa tenham que passar antes por assembleia de acionistas, com quórum superior a 50% das ações ordinárias (com direito a voto).

O texto de Verde sugere alteração no artigo 136 da Lei das S.A., que descreve quais matérias devem ser submetidas a assembleias que exigem tal quórum, chamado de "qualificado". Essas operações seriam o 11º item da lista.

O deputado propõe ainda que se a transação não for submetida ao aval dos acionistas, o negócio poderá ser anulado e os lucros gerados poderão ser transferidos à companhia.

Eleito em 2007, Verde é bacharel em Direito pela faculdade Ceuma (Centro de Ensino Unificado do Maranhão) e diz ter mais de 350 projetos de lei de sua autoria, dos mais variados temas. Suas propostas vão de regras para tarifas de estacionamento nos shopping centers até modificação do índice de correção das aposentadorias. Antes da Câmara, o deputado de 37 anos foi vereador em São Luis, capital do estado maranhense.
"Vi que essas operações não tinham obrigação de passar nem por debate prévio nas companhia. E muitas delas depois acabavam gerando investigação do órgão regulador, a CVM", disse Verde ao Valor.

Apesar da escolha de um dos assuntos mais controversos do mercado brasileiro, essa é a primeira incursão do deputado ao universo do direito societário. A despeito da baixa representatividade do Maranhão para o mercado de capitais, o deputado do PRB diz que pretende "fazer mais coisas nessa área de economia e finanças".

Das cerca de 440 companhias abertas, apenas três possuem sede no Estado do Maranhão: Cia. Maranhense de Refrigerantes, Companhia Energética do Maranhão (Cemar) e Equatorial Energia. Mesmo do público investidor, o estado não está entre os mais relevantes. Das 559 mil pessoas físicas que investem diretamente no mercado de ações, apenas 1,6 mil estão no Maranhão - cerca de 0,13% do total dos aplicadores ativos. "Não importa de onde vem o projeto. O que importa é o interesse para a sociedade", disse Verde.

CLEBER VERDE - REFLEXÕES SOBRE APOSENTADORIA



Foto: Dep. Cleber Verde e Dr. José Nicolau Pompeo


O SR. PRESIDENTE (Marcio Junqueira) -Dando continuidade ao Grande Expediente, passo a palavra ao ilustre Deputado Cleber Verde, que tão bem representa o Estado do Maranhão e o seu partido, o PRB. S.Exa. dispõe da palavra por até 25 minutos.O SR. CLEBER VERDE (Bloco/PRB-MA. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, primeiro, quero cumprimentá-lo por, nesta tarde, presidir os trabalhos da Casa.Sr. Presidente, é necessário fazer alguns registros, reflexões sobre a Previdência Social. Tive oportunidade de conversar com diversos especialistas, entre os quais, por exemplo, o Dr. José Nicolau Pompeo, que éDoutor da PUC e da USP, em São Paulo; com o Presidente da COBAP e com representantes de segmentos ligados à Previdência Social. Entendo que não tem validade alguma a discussão sobre o déficit previdenciáriocaracterizando-o como a simples relação entre receitas e despesas do momento atual. Ao se proceder dessa maneira, estaremos maquiando o caráter histórico dos valores capitalizados ao longo da existência da Previdência, ou seja, estaremos desconsiderando os recolhimentos passados e as suas respectivas correções. Os fundos de previdência privada, Deputado Mauro Benevides, por exemplo, o PGBL e o VGBL, corrigem os valores depositados na previdência complementar pela variação da taxa SELIC — mais uma taxa adicional de juros construindo uma capitalização futura sobre a qual incidirão os pagamentos futuros da previdência complementar. Cabe perguntar à Previdência, por exemplo, e eu tenho que fazê-lo, na condição de Coordenador da Frente Parlamentar em Defesa dos Aposentados e Pensionistas, o que foi feito com os valores capitalizados passados da Previdência do trabalhador em geral, ou seja, o que foi feito com os recursos pagos pelos trabalhadores ao longo dos anos, tendo em vista o que acabei de abordar sobre o que faz a previdência complementar. Portanto, a discussão do déficit da Previdência nos remete à questão principal: a discussão do conceito de Orçamento da União e de como são alocados os valores provenientes das receitas tributárias e dos respectivos recolhimentos sobre os salários dos trabalhadores.O que há no Brasil — permitam-me dizer — é uma verdadeira maquiagem construída de forma consciente por alguns setores da economia, com o único objetivo de fazer uma repartição prejudicial àqueles que contribuíram para a riqueza desta Nação.Sr. Presidente, digo isso na condição de Deputado que vota com este Governo, que entende os avanços deste Governo, que, principalmente, tem diminuído a desigualdades de renda e seus diversos problema sociais. Eu defendo este Governo porque acredito nele e tenho certeza de que a política social do Governo Lula tem acertado, principalmente, quando coloca recursos para aqueles que mais precisam, por meio do Bolsa-Família, da aposentadoria rural, que é o grande programa de renda mínima, e outros programas assistenciais. Mas é possível, Sr. Presidente, mesmo apoiando este Governo, também questioná-lo. Estamos aqui para dizer, em alguns momentos, que é possível fazer algumas reparações. Nesse sentido, Sr. Presidente, se o Governo, em medida recente, lança o REFIS, refinanciamento dos impostos, para todas as empresas, e mesmo aquelas que não necessitavam alongar o prazo de recolhimento dos seus impostos aproveitaram-se dessa medida, não para gerar novos investimentos e criar empregos, mas para, única e exclusivamente, aumentar seus lucros — que vêm crescendo com as políticas anticíclicas adotadas pelo Governo no relançamento do processo de acumulação e desenvolvimento — , é preciso fazer esse questionamento.É importante também, Sr. Presidente, levantar a discussão sobre os custos e os riscos das operações realizadas na BM&F, em que os capitais, tanto estrangeiros como nacionais, se beneficiam de rentabilidades crescentes no curto prazo, através de uma valorização fictícia da moeda nacional e das altas taxas praticadas no mercado futuro, onerando, com isso, o próprio Orçamento da União, que é obrigada, pelo próprio movimento do mercado, a esterilizar a massa crescente de liquidez imposta pela entrada crescente desses capitais externos, que se beneficiam exatamente dos diferenciais de taxas internas e externas e da própria valorização do Real, através da emissão de títulos da dívida compromissada, que tem onerado de forma crescente o Orçamento do Estado.Com isso, a dívida pública bruta e interna e a própria rolagem da mesma exigem taxas de juros crescentes, o que caracteriza os debates sobre as destinações dos recursos arrecadados pelo Governo. Recentemente foi publicado, e o próprio Governo admite que é preciso contingenciar recursos da União, o Orçamento da União para pagar dívida. Hoje, a dívida da União compromete o bolo orçamentário em quase 40%. É preciso que façamos aqui esforços conjuntos para tentar dar uma contribuição a esse Governo para avançar ainda mais.Com muito prazer, quero conceder um aparte ao nobre Deputado Mauro Benevides.O SR. DEPUTADO MAURO BENEVIDES - Permita-me um aparte ao discurso que V.Exa. profere neste instante para apontar a oportunidade em que V.Exa. tece todas as considerações, focalizando já agora o Orçamento que esta Casa elaborou. V.Exa. viu nos jornais, nesse final de semana, que o Governo já anuncia para hoje um corte de 21,8 bilhões de reais do Orçamento que elaboramos. Não se conhecem ainda as dotações que foram consideradasretidas e contidas nesse processo por parte do Poder Executivo. Então, o discurso de V.Exa. vai ensejar, na simultaneidade da apreciação desses fatos, que o Governo se debruce sobre esse quadro que V.Exa.agora aponta no curso do seu pronunciamento. Portanto, regozijo-me pela felicidade excepcional neste momento raro que V.Exa. utiliza para focalizar a questão no momento em que o Governo anuncia a drasticidade de um corte superior a 20 bilhões de reais. Portanto. V.Exa. adverte o Governo com essas elucubrações em torno de um tema palpitante, e esperamos que se encontrem as alternativas que V.Exa. preconiza e certamente haverá de fazê-lo, atéo final de seu discurso, sobre esse tema de inquestionável relevância para todo nós.O SR. CLEBER VERDE - Quero agradecer ao nobre Deputado, incorporando vossa fala ao nosso discurso.É nessa linha, dito aqui pelo nobre Deputado, Senador, Presidente do Congresso, que conhece a realidade do nosso País, que queremos chamar a atenção para este Governo, principalmente no momento em que anuncia esse corte, esse contingenciamento de recursos tão importantes para regiões, principalmente as mais necessitadas, que certamente seriam contempladas com esse recurso, no caso do Estado do Maranhão e tantos outros Estados,a exemplo do Ceará. Enfim, o povo brasileiro acaba sendo afetado diretamente.Nesse sentido, nobre Presidente, o que verificamos, no Brasil, éuma luta de repartição de recursos arrecadados pela União, através da montagem de um orçamento que continue garantindo e alimentando as rentabilidades para os capitais de curto prazo — capitais improdutivos em detrimento dos capitais produtivos — , sem falar dos benefícios distribuídos pela União àqueles com mais força para pressionar o Estado, benefícios esses caracterizados pela política recente do REFIS, que acabei de mencionar, pelos empréstimos subsidiados ao setor privado, pelos recursos do BNDES com repasse do FAT, ou mesmo pelas emissões tanto por parte do Tesouro como por parte do Banco Central, à taxa abaixo da taxa SELIC.Sr. Presidente, o alongamento dos recolhimento dos impostos vem contribuindo também para a queda da arrecadação. Isso é um fato. Se o Governo assim vem procedendo, é porque acredita que o crescimento da economia poderágerar mais impostos futuros, através de um aumento de arrecadação e com isso cobrir os próprios déficits.Em 2011, esperamos estar aqui. É óbvio que para isso dependemos do apoio valoroso do povo do Maranhão, que me trouxe a esta Casa neste mandato. Em 2011, entendemos que nos espera uma miríade de reformas, como, por exemplo, a reforma da previdência, a reforma tributária, a reforma da saúde, da educação, com o objetivo de desonerar esse próprio Estado, assim como o aumento de alíquotas, de tributos ou mesmo a geração de novos tributos. É isso que imagino, de acordo com o que venho acompanhando, que pode acontecer a partir de 2011. Quem prega a desoneração do Estado? É o que se pergunta neste momento. Por que se discute, no momento atual, o custeio do Estado? A reforma tributária tem como objetivo desonerar as empresas, engordando seus lucros e, como contrapartida, reduzir o Fator A. Chama-me muito a atenção o Fator A, a fórmula do fator previdenciário, que queremos acabar, aqui nesta Casa, que reduz os valores das aposentadorias futuras. Esse fator previdenciário, que já deveríamos ter acabado — já disse e repito mais uma vez, e já foi dito pelo próprio Governo — , é um mal para o trabalhador,e o Governo diz que é um mal necessário, porque retira do trabalhador recursos tão importantes para ele. Sr. Presidente, quero, mais uma vez, dar um exemplo. No caso de um homem que ainda trabalha e contribui na casa de mil reais por mês, tendo completado a idade e o tempo de contribuição, ao se aplicar o fator previdenciário, quando ele se aposenta por tempo de contribuição, seu benefício é reduzido para aproximadamente 700 reais. O caso da mulher é ainda mais grave. Se ela contribuir com mil reais, játendo a idade e o tempo de contribuição, no caso de aposentadoria por tempo de contribuição, ao se aplicar o fator previdenciário no cálculo da concessão do seu benefício, este é reduzido para aproximadamente 600 reais. Conclusão: homem e mulher perdem, ao se aposentarem, respectivamente, 30% e 40% no ato da concessão do seu benefício. Este fator previdenciário é altamente prejudicial. O entendimento que temos é exatamente o de que, com essa política de Governo, ao se reduzir o Fator A, vai-secomprometer ainda mais o benefício dos nossos trabalhadores, dos nossos futuros aposentados. Sr. Presidente, entendo que cabe aos aposentados, atuais e futuros, lutar contra esse ataque, que empurrará aqueles que constroem a riqueza desta Nação para a miséria crescente. O conceito de déficit previdenciário e de orçamento deve ser repensado, visando à melhoria do poder de compra dos trabalhadores em geral, aposentados e não aposentados. Assistimos hoje no Brasil, permita-me, Sr. Presidente, a uma luta na sociedade entre os que conseguem pressionar o Governo e os que têm menos força na repartição do orçamentogerado pelo recolhimento crescente de tributos recolhidos pela sociedade em geral. Recentemente, anunciou-se que aumentou o valor da arrecadação oriunda de impostos e tributos por parte do Governo. Éisso que estamos mencionando neste momento, Sr. Presidente, como aliados, pedindo a este Governo que faça uma reflexão. Afinal de contas, essa perversa distribuição de recursos do Orçamento vem travando o desenvolvimento nacional, contribuindo para o arrocho salarial, tanto de empregados privados quanto de servidores públicos, mas enriquecendo setores improdutivos que especulam principalmente na BM&F, através de uma ciranda financeira bancada pela própria sociedade, que tem contribuído, e muito, com o Governo por meio do pagamento de impostos, diretos e indiretos. Chamo a atenção do Governo e, de forma especial, da sociedade. Nós, que somos aliados e acompanhamos o Governo, precisamos chamar a atenção para essa política de Governo, para poder mudar a sua estratégia, tentar melhorar, poder contribuir ainda mais com esta Nação e buscar saídas para que não enfrentemos crises, como as que se apresentam por vários estudiosos. Também nos conscientizamos que essas crises financeiras são cíclicas, repetem-se de 7 em 7 anos, como a crise que se abateu recentemente no mundo, na qual o Brasil conseguiu se sobressair. É importante registrar o que vou dizer. Essa perversa distribuição de riqueza nacional vem polarizando cada vez mais a sociedade em 2 camadas: uma se enriquece de forma acelerada e outra que luta com dificuldades crescentes de sobrevivência no momento atual e vislumbra um futuro negro de dificuldades, porque terá seus benefícios achatados.Não precisamos ir longe; as revistas mencionam isso a cada dia. Por exemplo, a revista Veja da semana passada trouxe como manchete os grandes bilionários. Dentre eles aparece o Sr. Eike Batista. O que diz a matéria? Eike Batista ganha 19,5 bilhões de dólares em apenas 1 ano e chega a ser o 8º na lista da revista americana. Ou seja: em tempo de bolha de commodities, ocorre exatamente o que acabei de mencionar: um cidadão, Sr. Eike Batista, engorda o seu patrimônio em 19,5 bilhões de dólares.Sr. Presidente, ratificando o que acabei de dizer, temos 2 camadas na sociedade hoje: uma que enriquece de forma acelerada — citei aqui um exemplo; e aquela que luta com dificuldades, vendo cada vem mais seus benefícios achatados.Ao colocar em questionamento o déficit previdenciário, entendo que é necessário e urgente uma auditoria transparente e séria no patrimônio da Previdência Social, assim como um trabalho de cobrança na outra linha, na contramão do que acabo de falar. Refiro-me a uma cobrança mais efetiva dos devedores da Previdência Social. Isso deve ser feito também com a maior brevidade possível, o que contribuirá para elevar, com certeza, o caixa deficitário tão comentado pelos que enxergam de forma míope, talvez, a questão da Previdência Social como um dos males dos gastos governamentais.Portanto, o Governo não tem gasto com a Previdência Social. Aquilo que éalardeado sobre déficit e gasto previdenciário, nós queremos fazer uma discussão contrária.O Governo não tem gasto com a Previdência Social, mas está simplesmente devolvendo aquilo que o trabalhador e as empresas pagaram sobre a folha de salário ao longo de todo o tempo. Não se trata, Sr. Presidente, de benefício algum, mas de devolução daquilo que foi pago e capitalizado ao longo do tempo.Repito, por exemplo, a seguinte pergunta: o que fazem os fundos de previdência privada, que, por meio do PGBL e do VGBL, corrigem os valores depositados na previdência complementar pela variação da taxa SELIC, mais uma taxa adicional de juros, construindo uma capitalização futura sobre a qual incidirão os pagamentos futuros da previdência complementar?E faço mais uma vez o seguinte questionamento, Sr. Presidente: o que foi feito com os recursos arrecadados das empresas e dos trabalhadores ao longo dos anos? Se foi corrigido, de que forma foi corrigido esse patrimônio retirado do trabalhador, dos empresários, das empresas que contribuem?É necessário, sim, fazermos, de forma emergencial e urgente, uma reavaliação no conceito de déficit previdenciário.O Orçamento da União precisa ser reavaliado por este Governo, a fim de que nós possamos encontrar um outro mecanismo para que, no futuro próximo, não sejamos acometidos por alguma dificuldade pela qual o mundo se abateu.Sr. Presidente, dizia Gilberto Cotrim: Quem não aprende com o passado erra duas vezes e corre o risco de projetar o futuro repetido.Nesse sentido, faço essa abordagem, para o caso em que ocorra uma nova crise não sejamos por ela abatidos. Há estudos que dizem que as crises são cíclicas. Ou seja, se houve crise este ano, daqui a 7 anos poderá haver outra. Então, nós precisamos fazer uma reavaliação da nossa economia, de como estamos tratando o mercado para, a partir daí, podermos garantir um Brasil mais justo e melhor para todos nós.Sr. Presidente, antes de concluir, concedo um aparte ao nobre Deputado Moreira Mendes.O Sr. Moreira Mendes - Ilustre Deputado, ouço com atenção o pronunciamento de V.Exa. e quero, desde já, em alto e bom som, dizer que V.Exa. honra seu Estado, o Maranhão. V.Exa. éum Deputado atento aos problemas do Brasil e demonstra isso com profundidade no pronunciamento que faz hoje neste Grande Expediente. Mas, V.Exa. tocou em um ponto e deu como exemplo o Eike Batista, que ganhou cerca de 19 bilhões de reais em 1 ano. No entanto, existe um outro segmento no País que, por conta da política deste Governo, tem ganho verdadeiras fortunas, muito mais que o Eike Batista — e eu diria que nas costas da classe média brasileira — , os banqueiros. Eles ganharam muito dinheiro. Aliás, eles nunca ganharam tanto dinheiro como agora neste Governo. Há uma concentração de riqueza nas mãos dos banqueiros. Há uma distribuição social através do Bolsa-Família e de outros programas sociais do Governo, e quem paga essa conta é a classe média brasileira, por conta do endividamento interno. Todos olham para o endividamento externo, que praticamente acabou no Brasil, mas ninguém se dáconta do endividamento interno, gigantesco, muitas vezes maior do que foi no passado o endividamento externo. Então, de um lado, temos os que precisam de apoio, e está aí o Bolsa-Família e os programas sociais; do outro, temos os banqueiros ganhando muito. E nós, a maioria do povo trabalhador, estamos no meio, pagando essa conta. Parabenizo V.Exa. pelo brilhante pronunciamento. Repito: V.Exa, honra os votos que recebeu do seu Estado.O SR. CLEBER VERDE - Obrigado, Sr. Deputado, peço à Mesa que incorpore a fala de V.Exa. ao meu pronunciamento. V.Exa, apenas ratificou o que falei ao mencionar as 2 classes que temos hoje no Brasil: uma que enriquece de forma acelerada, e outra que passa por dificuldades. Nós precisamos reparar tais questões, reavaliando nossa posição principalmente no sentido de garantir aos aposentados o que eles merecem, Sr. Presidente. A CPI da Dívida Pública foi prorrogada por mais 60 dias. Nós, na condição de Segundo Vice--Presidente da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, solicitamos a instalação de uma subcomissão especial para acompanhar a dívida pública no País, o que entendemos ser necessário, já que ela compromete de fato nosso Orçamento. Precisamos encontrar uma saída para essa dívida pública crescente e principalmente para a classe social, o outro lado da moeda, que vem sofrendo e sendo prejudicada. Refiro-me especialmente aos aposentados, aos servidores públicos. É preciso uma política que os atenda melhor. Lembramos também, Sr. Presidente, que não se trata de benefício algum o que estamos dando ao trabalhador, ao aposentado. Trata-se de uma devolução daquilo que ele pagou ao longo dos anos, inclusive com a capitalização dos recursos que o Governo arrecada de cada trabalhador dessas empresas.Lembramos, ainda, que esses pagamentos não correspondem à evolução histórica dos índices que corrigem o salário mínimo ou do Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade, construído pela FGV.Sr. Presidente, precisamos urgentemente fazer uma reparação aos nossos aposentados. Dia 29 comemoraremos aqui, com os aposentados, o Dia do Aposentado. Queremos que neste dia já esteja aprovada nesta Casa a medida provisória do salário mínimo, a qual tem várias emendas que pedem a correção das aposentadorias dos que ganham acima do mínimo exatamente com o mesmo índice do mínimo.Temos de acabar com o Fator Previdenciário, que tanto penaliza o trabalhador. É necessário criar uma política de correção para beneficiar aqueles que pagaram mais e também em uma política de recuperação das perdas dos aposentados ao longo dos anos.Nesse sentido, venho aqui pedir a este Governo que faça uma reparação, uma reavaliação daquilo que acabei de mencionar sobre a política econômica. É preciso, sim, fazer algumas correções para beneficiar o aposentado brasileiro, a sociedade em geral, garantindo-lhes melhor poder de compra para vislumbrarem dias melhores. Sr. Presidente, muito obrigado pela oportunidade. Peço a V.Exa. a ampla divulgação deste pronunciamento nos meios de comunicação desta Casa. Espero que faça eco aquilo que acabei de falar e que possa chegar a este Governo. Como eu disse, voto, acompanho, por entender a evolução que ele tem dado, o salto de qualidade que deu, principalmente no Nordeste, com as políticas sociais voltadas para aqueles que mais necessitam, para aqueles que mais precisam. É importante, Sr. Presidente, que nós e este Governo possamos nos dar as mãos para construirmos um futuro melhor, principalmente para os servidores públicos, para os trabalhadores. Quero aqui fazer menção de um assunto tratado em matéria veiculada recentemente na Folha de S. Paulo e, durante quase 10 minutos, no programa Bom Dia Brasil: a desaposentação. Há um projeto de lei de minha autoria que tramita nesta Casa, que já passou pela Comissão de Seguridade Social e Família, que vai permitir aos aposentados que voltarem ao mercado de trabalho — e o fazem espontaneamente para melhorar a sua renda — chegar ao balcão do INSS, suspender a sua aposentadoria e complementá-la com o que ele trabalhou a mais, depois de aposentado. É a desaposentação, uma palavra hoje discutida no Brasil, que espero também ver aprovada para garantir obviamente qualidade de vida e melhores dias para o aposentado brasileiro.Muito obrigado, Sr. Presidente.O SR. PRESIDENTE (Marcio Junqueira) - Com o brilhante pronunciamento do Deputado Cleber Verde, que aborda um assunto que, de fato, S.Exa. tem defendido aqui com muita propriedade, com muita coragem, nós encerramos o Grande Expediente.