quarta-feira, 10 de junho de 2009

CLEBER VERDE OBTEVE PARECER FAVORÁVEL EM PL QUE TRATA DA DESAPOSENTAÇÃO


COMISSÃO DE SEGURIDADE SOCIAL E FAMÍLIA
PROJETO DE LEI No 2.682, DE 2007
(Apensos os Projetos de Lei nºs 3.884, de 2008, e 4.264, de 2008)
Acrescenta §§ 1º e 2º ao art. 54
da Lei nº 8.213, de 24 de julho de
1991
Autor: Deputado CLEBER VERDE
Relator: Deputado LUIZ BASSUMA
I - RELATÓRIO
O projeto de lei em epígrafe, de autoria do ilustre
Deputado Cleber Verde, propõe alteração ao art. 54 da Lei nº 8.213,
de 24 de julho de 1991 – Planos de Benefícios da Previdência
Social, para permitir, ao segurado do Regime Geral de Previdência
Social – RGPS, renúncia às aposentadorias por tempo de
contribuição e especial.
No caso da renúncia a essas aposentadorias,
ficam garantidas, ao segurado, a não devolução dos valores
recebidos, bem como a contagem do tempo de contribuição
utilizado na aposentadoria renunciada para a obtenção de outro
benefício previdenciário, para garantir aposentadoria integral ou
aumentar o valor da aposentadoria proporcional.
Ao Projeto de Lei nº 2.682, de 2007, foram
apensados os Projetos de Lei nos :
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· 3.884 de 2008, de autoria do Deputado Cleber
Verde, que “acrescenta Parágrafo Único ao
art. 54, modifica o inciso III do art. 96,
acrescenta o Parágrafo Único ao art. 96 da Lei
nº 8.213, de 24 de julho de 1991”, estendendo
a renúncia também à aposentadoria por idade.
· 4.264, de 2008, de autoria do Deputado
Arnaldo Faria de Sá que “altera o art. 96 da
Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, para
prever renúncia à aposentadoria concedida
pelo Regime Geral de Previdência Social”,
referindo-se às aposentadorias por tempo de
contribuição e especial.
Os autores dos três projetos de lei em pauta
apresentam justificativas similares, alegando que a renúncia às
aposentadorias referidas visa proporcionar uma situação mais
favorável ao segurado, ou seja, o recebimento de outra
aposentadoria de valor mais elevado na atividade pública ou
privada.
Os Projetos de Lei nº 2.682, de 2007, e 3.884, de
2008, objetam quanto à devolução dos valores recebidos por estes
terem natureza alimentícia, além de o segurado ter cumprido todos
os requisitos legais exigidos para a obtenção do benefício que os
gerou.
Afirmam que o Poder Judiciário tem reconhecido
a renúncia à aposentadoria previdenciária em várias instâncias,
inclusive no Superior Tribunal de Justiça, expondo votos, decisões e
acórdãos, dos quais destacam-se os seguintes entendimentos:
· A doutrina e a jurisprudência já consolidaram o
conceito de desaposentação, por se tratar de
direito patrimonial disponível, sendo a mesma
permitida de forma monocrática pelo Superior
Tribunal de Justiça.
3
· A renúncia à aposentadoria constitui direito do
segurado, a qualquer momento, uma vez
demonstrada a existência de situação mais
favorável ao mesmo decorrente dessa
renúncia. Terá efeitos a partir de sua
postulação, sem devolução dos valores
recebidos, eis que estes de natureza
alimentícia e legalmente devidos.
· Inexiste na legislação previdenciária óbice à
renúncia de benefício, não se referindo os
diplomas legais pertinentes à desaposentação.
De fato, nem mesmo uma lei poderia inibir o
direito do segurado contribuinte à
desaposentação para obter, em decorrência,
um benefício mais vantajoso. Assim, as
normas previdenciárias inferiores – Decreto nº
3.048, de 6 de maio de 1999, art. 181-B, e
Instrução Normativa INSS/DC nº 78, de 16 de
julho de 2002, art. 448 – que obstam a
renúncia à aposentadoria não possuem
sustentação jurídica.
· A alegação do Instituto Nacional do Seguro
Social – INSS para negar a renúncia à
aposentadoria, de ser a concessão do
benefício um ato jurídico perfeito, não
prospera, uma vez que este ato não pode
representar valor absoluto devendo ser, no
caso, avaliado vis a vis aos princípios
constitucionais do direito social.
· Ao segurado aposentado que permanece ou
retorna à atividade abrangida pela Previdência
Social, são exigidas contribuições como aos
demais, sem, entretanto, ter o mesmo direito
às prestações previdenciárias, à exceção do
salário-família e da reabilitação profissional, se
empregado. Em observância a disposições
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constitucionais relativas à previdência social,
esse segurado deveria ter direito a todas as
prestações do sistema e à renúncia à
aposentadoria para fazer jus a outra mais
vantajosa.
Afirmam, ainda, que o Tribunal de Contas da
União vem proclamando o direito do servidor público de renunciar à
aposentadoria para obter outra mais vantajosa em outro cargo
público.
A proposição foi distribuída às Comissões de
Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação e de
Constituição e Justiça e de Cidadania, estando sujeita à apreciação
do Plenário.
II - VOTO DO RELATOR
Os Projetos de Lei em análise, ao proporem a
renúncia de aposentadoria por idade, tempo de contribuição e
especial no âmbito do Regime Geral de Previdência Social – RGPS,
vêm sanar lacuna nas leis regentes, que não fazem referência à
desaposentação do segurado.
O Instituto Nacional do Seguro social – INSS
nega, sistematicamente, os pedidos de desaposentação com os
argumentos de ser a concessão do benefício ato jurídico perfeito e,
portanto, não desconstituível; e de ser as aposentadorias por idade,
por tempo de contribuição e especial irreversíveis e irrenunciáveis,
após sua concessão, por força do art. 181-B do Decreto nº 3.048,
de 1999 – Regulamento da Previdência Social.
Por outro lado, o Poder Judiciário vem dando
ganho aos demandantes nessa lide, reconhecendo, com
propriedade, entre outros, que o ato jurídico perfeito não pode se
sobrepor aos princípios constitucionais que regem a previdência
social; que um decreto ou ato administrativo não pode extrapolar a
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lei; que os benefícios constituem direito patrimonial disponível e que
as contribuições obrigatórias vertidas ao RGPS pelo segurado
aposentado devem gerar-lhe o direito às prestações, a exemplo,
uma aposentadoria de valor maior, mediante renúncia à primeira.
Os pedidos de renúncia de aposentadorias no
âmbito do RGPS decorrem, basicamente, dos baixos valores das
rendas mensais destes benefícios. Contribuem para a insuficiência
desses valores o baixo poder aquisitivo dos salários dos
trabalhadores – base de cálculo dos benefícios e o limite máximo do
salário-de-contribuição, fixado hoje em apenas R$ 3.218,90.
Agregue-se a isso a adoção do “fator previdenciário” no cálculo do
benefício, a partir de 1999, o qual, em função da idade e do tempo
de contribuição do segurado e da expectativa de vida da população
implica redução do valor da renda mensal em até mais de trinta por
cento.
A ausência de idade mínima para a concessão
da aposentadoria por tempo de contribuição, as aposentadorias
proporcionais concedidas e a precariedade financeira das famílias,
que leva os cidadãos a ingressarem muito cedo no mercado de
trabalho, redundam em aposentadorias precoces.
Obviamente, o segurado aposentado com
proventos insuficientes, bastante reduzidos em relação à sua
remuneração na ativa, ainda em idade laboral, permanecerá ou
retornará à atividade contribuindo de forma obrigatória para o
RGPS. Uma vez tendo melhorado seus rendimentos, almejará um
benefício de valor mais elevado. Poderá, também, esse segurado
ingressar no serviço público e, após cumprir os requisitos ali
exigidos, pleitear uma aposentadoria com proventos
significativamente superiores àqueles auferidos na Previdência
Social. Em ambos os casos, o segurado necessitará do tempo de
contribuição total ou parcial utilizado na concessão da primeira
aposentadoria para computar na nova aposentadoria e, para obtêlo,
deverá renunciar ao benefício anterior.
Diante dessa situação mostra-se incongruente
impedir o segurado aposentado de implementar uma outra
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aposentadoria mais favorável ao negar-lhe o direito de renúncia ao
primeiro benefício.
Em que pese o mérito dos Projetos de Lei em
pauta, a proposta do Projeto de Lei nº 3.884, de 2008, mostra-se
mais completa.
Em face do exposto, votamos pela aprovação do
Projeto de Lei nº 3.884, de 2008, e pela rejeição dos Projetos de Lei
nºs 2.682, de 2007, e 4.264, de 2008.
Sala da Comissão, em de de 2009.
Deputado LUIZ BASSUMA
Relator
2009_6032

terça-feira, 9 de junho de 2009

INSTALADA A FRENTE PARLAMENTAR EM DEFESA DOS GARIMPEIROS

FRENTE PARLAMENTAR EM DEFESA DOS GARIMPEIROS

O Deputado Federal CLEBER VERDE - PRB/MA, NA DATA DE HOJE, INSTALOU A FRENTE PARLAMENTAR EM DEFESA DOS GARIMPEIROS, NO SALÃO FREITAS NOBRE, ANEXO IV DA CÂMARA DOS DEPUTADOS, ONDE FORAM ELEIOTS OS CORRDENADORES da Mesa Diretora da FRENTE.

O evento ocorrereu no dia 09 de junho, às 14h, no auditório Freitas Nobre, Anexo IV da Câmara dos Deputados.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

PRONUNCIAMENTO DO DEPUTADO CLEBER VERDE EM SESSÃO SOLENE DA CÂMARA EM HOMENAGEM AOS APOSENTADOS

SR. PRESIDENTE (Arnaldo Faria de Sá) - Como penúltimo orador inscrito, concedo a palavra ao Deputado Cleber Verde, pelo PRB, que tem feito um trabalho muito grande em parceria conosco no sentido de valorizar a situação de aposentados e pensionistas. A Frente Parlamentar tem feito um trabalho muito bom coordenado por S.Exa.O SR. CLEBER VERDE (Bloco/PRB-MA. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Deputado Arnaldo Faria de Sá, Sr. Senador Paulo Paim, Presidente Warley, na pessoa de quem cumprimento os demais membros da Mesa e todos os representantes de Federação, Associação em defesa dos aposentados em nosso País, meus cumprimentos.Sr. Presidente, inicialmente, parabenizo V.Exa. pela iniciativa desta sessão solene. Venho do Estado do Maranhão com a consciência voltada para o entendimento do que dizia Rui Barbosa de que não hánada mais relevante para a vida social do que a formação do sentimento de justiça. E, nesse sentido, ao chegar a esta Casa, no exercício do meu primeiro mandato, fiz questão de, primeiro, junto com V.Exa., com o Senador Paulo Paim,com o Deputado Júlio Delgado, e centenas de outros Deputados, organizar a Frente Parlamentar em Defesa dos Aposentados e Pensionistas do nosso País.Imbuído da minha missão aqui nesta Casa, representante do Parlamento brasileiro, aproveitei para apresentar centenas de projetos de lei complementares para corrigir distorções e, obviamente, suprir a lacuna de leis que, por ventura, não venham a atender os interesses da sociedade brasileira.Nesse sentido, dos mais de 300 projetos que protocolei, quero aqui, citar, por exemplo, um requerimento de indicação com um anteprojeto que foi encaminhado ao Presidente da República e que jáse encontra, inclusive, no gabinete da Ministra Dilma Rousseff. Este anteprojeto propõe a aposentadoria especial para servidores públicos que trabalham expostos a fatores de risco. Não apresentei projeto, encaminhei requerimento de indicação com o anteprojeto porque é matéria exclusiva da Presidência da República.Os servidores públicos, para obterem esse direito, buscam o mandado de injunção, que é exatamente um instrumento legal, o remédio jurídico para, na ausência de lei, ingressarem na Justiça para buscar a garantia desse direito.Portanto, os servidores públicos, mais do que nunca, merecem que a Presidência da República encaminhe para apreciação desta Casa o projeto que vai garantir aposentadoria especial aos servidores públicos do nosso País.Com autorização da Presidência, concedo um aparte ao eminente Deputado Rodrigo Rollemberg, do Distrito Federal. (Palmas.)O Sr. Rodrigo Rollemberg - Presidente Arnaldo Faria de Sá, Senador Paulo Paim, na pessoa de quem cumprimento os membros da Mesa, Deputado Cleber Verde, cumprimento também os companheiras e companheiros aposentados, que nos honram com sua presença nesta Casa. Como é bonito ver, em uma segunda-feira pela manhã, este plenário completamente lotado por cidadãos brasileiros que vêm aqui reivindicar os seus direitos. A Liderança do PSB já teve oportunidade de se pronunciar através do Deputado Júlio Delgado. Nós temos muito claro que a aposentadoria digna é uma forma de promover a distribuição de renda e a justiça social. Portanto, nós do Partido Socialista Brasileiro, estamos solidários com essa luta. Queremos também apoiar que se coloque em votação o veto relativo aos aposentados na próxima sessão para que possamos apreciá-lo. O fato é que o Congresso não pode ficar tanto tempo sem apreciar os vetos do Presidente da República. É importante que o Congresso possa se decidir sobre isso. Portanto, Presidente Deputado Arnaldo Faria de Sá, Deputado Cleber Verde, deixo aqui a minha solidariedade, a solidariedade da bancada do Partido Socialista Brasileiro à luta de todas aposentadas e aposentados brasileiros. Muito obrigado. (Palmas.)O SR. CLEBER VERDE - Muito obrigado, Deputado. Faço questão de incorporar vosso pronunciamento ao nosso discurso. Da mesma forma, Presidente, encaminhei indicação através de requerimento, considerando que também é matéria exclusiva da Presidência, para a aposentadoria especial aos servidores públicos deficientes físicos.E foi retirado dos garimpeiros a aposentadoria a que faziam jus. Esses homens e mulheres que trabalharam no garimpo se aposentavam como lavradores e pescadores, sem contribuir, apenas comprovando atividade. Estamos retornando essa discussão ao emendar o Estatuto do Garimpeiro. Da mesma maneira, há um projeto de nossa autoria, que tramita e está bem avançado, para atender os interesses de milhões de brasileiros que se aposentaram de forma proporcional ou mesmo integral, mas que, por conta de uma renda reduzida, voltam ao mercado de trabalho. Eu me refiro, Sr. Presidente, ao instituto da desaposentação, isto é, que seja permitido ao trabalhador aposentado que continua trabalhando e que paga seus tributos — são milhares de casos País afora — , com a aprovação e sanção deste projeto, renunciar a sua aposentadoria proporcional e acrescentar esse benefício, o tempo trabalhado, após a jubilação, após a aposentadoria.Acho que isso é justiça social, na medida em que se trata de dar garantias a homens e mulheres que continuam trabalhando, que não têm mais o pecúlio ou qualquer outro benefício, que continuam pagando ao INSS, devolvendo ao Governo seus tributos. Esperamos, portanto, que o Governo possa permitir a esses homens e mulheres renunciar a sua aposentadoria, seja ela proporcional, seja ela integral, e complementá-la com o tempo trabalhado após sua aposentadoria.Sr. Presidente, quero, neste ponto, abordar o que entendo ser hoje a agenda positiva em favor dos aposentados, que já está praticamente pronta para ser votada. Vou me referir a 2 temas, um dos quais é o fator previdenciário.O fator previdenciário, por nós tão bem conhecido, em seu cálculo pontua o tempo de contribuição e a expectativa de vida. A alíquota chamada de A, de 0,31%, empregada no cálculo do fator, corresponde aos 11% da contribuição do trabalhador somados aos 20% do empregador. Esse percentual de 0,31% é decisivo para a redução do benefício, por exemplo, no ato de aposentadoria por tempo de contribuição. No caso do homem, o benefício, no ato de sua concessão, ao se aplicar o fator previdenciário, sofre uma redução, aproximadamente, de 30% de seu benefício.Por que não dar um benefício maior a ele? Em vez de 0,31, por que não aplicarmos o fator 0,41? Assim estaremos dando um ganho real a esse trabalhador. Se querem manter o fator previdenciário, émuito simples, basta aumentar alíquota, de 0,31 para 0,41. Vou sugerir isso como proposta ao Deputado Pepe Vargas, em nome da Frente, para que ele a incorpore ao seu relatório. Sr. Presidente, poderíamos, por exemplo, apreciar o Projeto de Lei nº 1 de 2007, que estápronto para votação e corrige o salário mínimo. Emenda do Senador Paulo Paim garante o mesmo índice de reajuste para aposentadorias e pensões. Só este ano, os aposentados que ganham acima do mínimo sofreram uma defasagem de aproximadamente 7%. Vou dar como exemplo o caso da mãe do Deputado Pedro Fernandes. Ontem eu conversei com sua irmã, que me pediu que citasse o exemplo. Aquela senhora hoje deveria ganhar 3 mil reais, no entanto seu salário não passa de 1 mil reais. Por quê? Porque a correção não acompanha o índice aplicado sobre o salário mínimo. Essa disparidade vem prejudicando muito o poder de compra dos nossos aposentados.Sr. Presidente, como muito bem disse o Deputado que me antecedeu, os aposentados precisam ser respeitados, precisam merecer o respeito desta Casa. Mas o que se vê é que os projetos de interesse dos aposentados são sistematicamente retirados de pauta, não sendo apreciados com a mesma importância das demais matérias. Presidente Warley, Deputado Arnaldo Faria de Sá, Senador Paulo Paim, Deputados e Senadores, conscientes de que somente a pressão que vem de fora faz as coisas acontecerem nesta Casa, vamos ouvir a manifestação do povo brasileiro. (Palmas.) Em nome dessa pressão, eu queria convidá-los a fazer essa vigília, por uma tarde, por 1 dia, por 2 dias. Quem vai decidir isso é a direção desta Casa, em negociação com os dirigentes de entidades representativas dos aposentados. Que a vigília seja feita até que a Mesa decida colocar em votação o fator previdenciário e também o Projeto de Lei nº 1, que está pronto. É chegada a hora! A hora é esta! Vamos aproveitar que os senhores e as senhoras já estão aqui e vamos permanecer em vigília, buscando uma negociação atéque possamos, de uma vez por todas, obter a resposta que o povo brasileiro tanto anseia.Quero me associar a essa causa e me unir aos senhores.Deputado Júlio Delgado, V.Exa. é o Presidente da Comissão que aprovou o Projeto de Lei nº 1 de 2007, com emenda do Senador Paulo Paim. Eu me recordo de que vieram aqui representantes do Governo tentar acabar com a votação que V.Exa. fez cumprir na Comissão. Quiseram acabar com uma votação já realizada, justa e correta. Mas não conseguiram, porque ela foi feita dentro da legalidade.Convido V.Exa., os Deputados, os Senadores, as entidades representadas nesta solenidade a permanecermos aqui num ato de vigília até que sejam decididos os projetos de interesse dos aposentados brasileiros.Aqui me despeço, Sr. Presidente, agradecendo a oportunidade e felicitando os aposentados brasileiros. Na manhã de hoje, esta Casa faz justiça ao realizar uma sessão solene em homenagem a homens e mulheres que deram tudo de si para o nosso País. Este País precisa agora devolver minimamente aos aposentados um pouco de respeito.Muito obrigado. Que Deus nos abençoe. Um abraço a todos. (Palmas.)

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Cleber Verde quer transformar COBAP em Utilidade Pública Federal

Warley Gonçalles entrega documentação ao deputado para a elaboração do projeto

No dia 13 de maio, o deputado federal Cleber Verde (PRB/MA) recepcionou em seu gabinete, o presidente da Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas, Warley Martins Gonçalles. Nesta oportunidade, o combativo parlamentar recebeu toda a documentação necessária para a urgente encaminhamento aos orgãos competentes de um projeto que a transforma a COBAP em Utilidade Pública Federal.

Com 23 anos de existência, 21 federações nos estados e cerca de 600 associações filiadas nos municípios, a COBAP é hoje a legítima representante dos 27 milhões de beneficiários do INSS, sendo considerada uma das maiores entidades da América Latina.
“Nós aposentados depositamos imensa confiança no deputado Cleber. É um homem público honrado, jovem, porém com grande experiência, disposição e força política para ajudar nossa entidade”, disse Warley Martins.

“Sinto-me honrado em ter a oportunidade de fazer justiça a uma entidade cujos dirigentes há décadas lutam voluntariamente pelos direitos dos idosos de todo País”, comentou Cleber Verde, que também coordena a Frente Parlamentar em Defesa dos Aposentados e Pensionistas do Brasil.
O título de Utilidade Pública Federal é uma qualificação concedida no Brasil às sociedades civis, às associações e às fundações constituídas no país com o fim exclusivo de servir desinteressadamente à coletividade.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

quarta-feira, 29 de abril de 2009

CLEBER VERDE PEDE APOIO DO GOVERNO DO MARANHÃO PARA DESABRIGADOS

24/04/2009 - O SR. CLEBER VERDE (Bloco/PRB-MA. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, tive a oportunidade de participar de audiência pública nesta Casa cujo objetivo era o de buscar medidas para fortalecer acima de tudo as Secretarias de Defesa Civil dos Estados e dos Municípios.Mais do que nunca, Sr. Presidente, precisamos criar mecanismos de atenção às situações de emergência que ocorrem em nosso País. Venho a esta tribuna mais uma vez pedir ao Governo Federal, em especial à Secretaria Nacional de Defesa Civil, que leve apoio, em particular, ao Estado do Maranhão, que representamos aqui. Hoje, há relato de mais de 30 mil famílias em situação de risco, em função das enchentes causadas pelas chuvas que ocorrem no Estado. Sr. Presidente, quero também nesta oportunidade pedir o apoio do Governo do Estado para os municípios atingidos. Temos de deixar a questão político-partidária de lado e passar a identificar a situação de risco em que vivem as famílias maranhenses. Nesse sentido, quero fazer um registro especial sobre a Prefeitura do Município de Trizidela do Vale. Tive oportunidade de conversar hoje de manhã com o Prefeito Jânio Balé, com a Primeira-Dama do Município, Tinaia Balé e com populares. O município está em situação extremamente grave. São mais de 1.500 famílias desabrigadas. O nível do rio já subiu mais de 9 metros, e as casas estão submersas. Há necessidade premente de que o Governo do Estado, obviamente mais próximo do município, de forma imediata atenda aquelas famílias. Consequentemente, que o Governo Federal estenda a sua mão ao município, como fez no ano passado. Portanto, venho mais uma vez a esta tribuna pedir o apoio do Governo Federal, do Presidente Lula, da Secretaria Nacional de Defesa Civil, para que busquem mecanismos de apoio às famílias maranhenses — são mais de 30 mil pessoas, são mais de 10 mil famílias atingidas, que certamente estão neste momento desabrigadas, desassistidas, esperando o gesto e o apoio do Governo Federal e do Governo do Estado. Aproveito para registrar que, próximo a Trizidela do Vale e Pedreiras, os municípios mais atingidos neste momento no Estado do Maranhão, pelas chuvas, no Município de Joselândia, a Barragem do Rio Flores, construída pelo DNOCS, pelo Governo Federal, está abandonada, sem manutenção; ou seja, está "sangrando", está vazando água. Por essa barragem o Rio Flores despeja água no Rio Mearim; e, com isso, as consequências passam a ser piores. Quero aproveitar para pedir o apoio do Governo Federal, do Ministério da Integração Nacional, da Secretaria Nacional de Defesa Civil, para que verifiquem in loco a situação da Barragem do Rio Flores, que está na iminência de romper e ocasionar problema ainda mais sério. É necessária a atuação do Governo Federal e do Governo do Estado para identificar o problema na manutenção da Barragem do Rio Flores, que pode agravar ainda mais a situação das famílias dos Municípios de Trizidela do Vale e Pedreiras, neste momento em risco.Também o Município de Tufilândia, localizado numa área pouco mais distante daqueles 2 outros municípios citados, encontra-se em situação difícil.Como eu disse, há mais de 30 mil pessoas desabrigadas no Maranhão, com risco de infecção em razão das chuvas que se avolumam e aumentam o nível dos rios.Sr. Presidente, a Prefeitura de Trizidela do Vale, em parceria com a Defesa Civil e a sociedade civil, abriu ontem uma conta corrente no Banco do Brasil para que, além do apoio institucional do Governo do Estado e do Governo Federal, possa receber também apoio daqueles que queiram prestar solidariedade. Afinal de contas, Rede Globo, Record e SBT têm divulgado a situação caótica na qual estão vivendo as famílias maranhenses, principalmente nesses municípios.Sr. Presidente, peço a V.Exa. permissão para citar o número da conta corrente: SOS Enchentes do Rio Mearim; agência 0242-9; conta corrente 24483-X; Banco do Brasil.Peço àqueles que nos ouvem por meio do Programa A Voz do Brasil e aos que estão nos assistindo neste momento e que desejam prestar solidariedade às famílias desses municípios que se encontram numa situação crítica que deem o seu apoio. O povo brasileiro tem demonstrado a sua solidariedade ao Brasil em momentos de dificuldade. Peço de forma especial pelo povo do Maranhão. Trata-se de ação emergencial neste momento em que precisamos prestar assistência aos desabrigados.Reitero o meu pedido de apoio ao Governo do Estado, em especial à Governadora Roseana Sarney, que, tenho certeza, neste momento deixará obviamente a questão político-partidária de lado e atenderá as famílias que necessitam da atenção do Governo do Estado. Peço também ao Presidente Lula, por meio da Secretaria Nacional de Defesa Civil, que encaminhe ajuda às famílias que hoje se encontram desabrigadas em Trizidela do Vale, Pedreiras, Tufilândia e outros municípios atingidos pelas chuvas.Muito obrigado.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Cleber Verde fala em Plenário sobre os Garimpeiros

Pronunciamento deputado Cleber Verde
Sessão Ordinária da Câmara dos Deputados
Data: 24/4/2009
Tema: Situação dos garimpeiros de Serra Pelada
Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, ouvintes da Rádio Câmara, telespectadores da TV Câmara, mais uma vez, utilizo-me do Grande Expediente para registrar minha preocupação de Deputado que tem, acima de tudo, a prerrogativa de defender o trabalhador em especial, mas veio a esta Casa representando um partido incorporado a outro, o Partido dos Aposentados da Nação.
Mas tive o cuidado, ao me filiar ao PRB, de, com outros companheiros Deputados, registrar a Frente Parlamentar em Defesa dos Aposentados e Pensionistas.
Sr. Presidente, a nossa preocupação recai sobre o tema dos direitos dos aposentados. Na sessão de quarta-feira tivemos a oportunidade de fazer valer o direito dos aposentados brasileiros, principalmente os que ganham acima do mínimo e que vêm sofrendo diminuição do seu poder de compra em razão de índices aplicados de forma diferenciada aos benefícios dos que ganham o mínimo e dos que ganham acima do mínimo.
Essa preocupação é pertinente porque a cada momento em que um projeto ou uma medida provisória com uma emenda que retrata a posição dos aposentados brasileiros e esta Casa tem a prerrogativa de modificá-la, infelizmente não avançamos.
Sr. Presidente, no nosso entendimento, como base do Governo, de um partido que compõe o Governo, de fato o Presidente Lula, o Governo Federal tem agido de forma a melhorar a qualidade de vida do povo brasileiro, dado estatisticamente comprovado através do IPEA, pela diminuição da desigualdade de renda em nosso País, fruto da política social adotada pelo Governo Lula. Somos conscientes disso e por essa razão apoiamos este Governo.
São ações como, por exemplo, os benefícios de amparo ao idoso e ao deficiente, o Bolsa Família, o Programa de Renda Mínima, que considero um dos maiores, e a aposentadoria rural, em que este Governo tem mantido os direitos do trabalhador, do lavrador, do pescador, da mulher aos 55 anos, do homem aos 60, de continuar garantindo o direito à aposentadoria sem pagar a Previdência, apenas comprovando a atividade.
São programas sociais, a exemplo deste que acabei de citar, que vão moldando, modificando, e diminuindo de forma acessível a desigualdade de renda em nosso País, principalmente com a valorização, manutenção e a melhoria do salário mínimo em nosso País. É mais do que claro, obviamente, que a política do Governo em relação ao salário mínimo tem avançado. Recordo-me que antes de chegar a esta Casa a preocupação de todos nós era garantir um salário mínimo de 100 dólares, hoje o salário mínimo já ultrapassa os 200 dólares.
E nós avançamos nessa política do Governo, que tende, obviamente, a diminuir a desigualdade de renda e as distorções sociais que acontecem em todo País, principalmente na Região Nordeste. Eu me reporto ao nosso Estado do Maranhão, Sr. Presidente, que V.Exa. que tão bem o representa.
Não tenho dúvida de que a política social do atual Governo tende a diminuir a desigualdade de renda, a avançar principalmente no crescimento, na melhoria do mínimo, na perspectiva de consolidar as políticas sociais. Mas entendo, Sr. Presidente, acima de tudo, que precisamos dar uma resposta aos nossos aposentados e pensionistas, que clamam por políticas que atendam aos seus interesses.
Nesse sentido, Sr. Presidente, quero manifestar, mais uma vez, a importância que tem para o aposentado que nos está assistindo agora, para o trabalhador que nos está ouvindo buscar a bancada dos seus Estados, para pedir ao seu Deputado, em que ele votou, ou ao Deputado que representa o seu Estado, os quais, durante as campanhas políticas, vão aos palanques exatamente apresentar como prioridade o aposentado, porque, certamente, na sua família, há um aposentado que clama por justiça social.
Peço aos aposentados, aos trabalhadores que busquem as suas bancadas, que busquem as associações, as entidades, como, por exemplo, associações a eles ligadas e que vêm atendendo aos interesses dos aposentados, como, por exemplo, a Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas — COBAP, que não se cansa de vir a esta Casa para discutir e acompanhar os projetos de interesse do aposentado brasileiro.
A COBAP é uma instituição que defende os interesses dos aposentados brasileiros. E, nesse sentido, peço o apoio dos sindicatos, das associações, dos aposentados e dos trabalhadores para que busquem as suas bancadas, para que elas possam apoiar projetos como a Medida Provisória nº 456, que tramitou nesta Casa, com a qual poderíamos ter resolvido o problema dos aposentados na aplicação do índice, obviamente daqueles que ganham acima do mínimo, e não o fizemos.
Acredito que as pressões que vêm de fora para dentro desta Casa ajudam, sim, a resolver, a diminuir e a encontrar soluções que deem mais respeito e dignidade às pessoas.
Sr. Presidente, registro que o Senado já cumpriu o seu papel, particularmente no sentido de garantir a aprovação de alguns projetos de interesse do aposentado brasileiro. E aí me refiro, por exemplo, ao fim do fator previdenciário, defendido pelo Senador Paulo Paim, projeto de sua autoria, que foi aprovado pelo Senado também por unanimidade.
Da mesma forma, a recomposição dos prejuízos causados aos benefícios previdenciários de aposentados e pensionistas do nosso País, que foi aprovada por unanimidade também no Senado.
Da mesma forma o PL nº 01, que está pronto para votação nesta Casa. E chamo a atenção dos nobres Parlamentares, da sociedade de um modo geral, porque o PL nº 01 trata exatamente da correção do salário mínimo e traz consigo uma emenda do Senador Paulo Paim, aprovada no Senado, pelas Comissões desta Casa e em Comissão Especial, estabelecendo que os benefícios de aposentadorias e de pensões daqueles que ganham acima do mínimo devem sofrer a mesma correção que é aplicada ao mínimo.
Digo isso, Sr. Presidente, porque este ano, por exemplo, o salário mínimo sofreu uma correção, aprovada aqui na quinta-feira e que está em vigor desde fevereiro de 2009, e passou para 465 reais, um reajuste de mais de 12%. Agora, vejam: quem ganha acima do mínimo, que contribuiu para isso, que pagou acima do mínimo, que recolheu acima do mínimo e que, portanto, merece receber aquilo que foi garantido no ato da sua aposentadoria, só recebeu o acréscimo de um pouco mais de 5%. Só este ano foi uma defasagem de mais de 7%, e todos os anos vem acontecendo isso. E é natural que haja o achatamento do poder de compra do aposentado. E, aí, quem se aposentou ganhando 10 salários mínimos, que é o teto, hoje está ganhando 7; quem se aposentou com 7 está ganhando 6. E a tendência é ficar cada vez menor o benefício dos nossos aposentados.
E é por isso, Sr. Presidente, que digo o seguinte: o Senado, em parte, cumpriu o seu papel, defendeu e aprovou projetos, como eu acabei de citar, que estão na agenda positiva da Frente Parlamentar em Defesa dos Aposentados e Pensionistas, em apoio aos aposentados brasileiros. Eu mencionei três projetos ligados a esse assunto. O Senado aprovou por unanimidade e esta Casa tem a oportunidade de poder discutir, aprovar e garantir minimamente um pouco mais de respeito e de dignidade aos aposentados brasileiros.
Por isso é importante esta Casa tomar conhecimento de que o PL nº 01, que trata da correção do salário mínimo e que tem a emenda do Senador Paulo Paim, propõe que todos os benefícios que recebem os aposentados e pensionistas acima do mínimo sofram a mesma correção.
O PL nº 01 está pronto para votação, já passou pelo Senado, pelas Comissões, pela Comissão Especial e precisa apenas da aprovação desta Casa.
Peço aos aposentados, aos trabalhadores que procurem as bancadas dos seus Estados porque a qualquer momento esse projeto vai entrar em pauta e teremos de estar atentos para que não aconteça o que aconteceu com a emenda dos Deputados, que estavam aqui na Medida Provisória nº 456, que, infelizmente, foi derrotada.
Entendemos que há, sim, possibilidade de avançarmos nesse quesito. Foi um compromisso, inclusive, do Presidente da República fazer a recuperação e a recomposição dos prejuízos causados por parte do Governo aos nossos aposentados.
Então, já chegou a hora. O compromisso assumido pelo Presidente foi hámais de 5 anos. O fator previdenciário é danoso ao trabalhador quando procura a Previdência para obter a aposentadoria por tempo de contribuição. Registre-se que o fator previdenciário, que hoje é aplicado como cálculo final para a garantia do direito ao benefício, causa prejuízo de 30% ao homem que busca a
aposentadoria por tempo de contribuição e de 40% à mulher.
Portanto, o fator previdenciário, ao longo dos anos, vem tirando, no ato do benefício, esses percentuais das aposentadorias. E, em conseqüência da aplicação dos índices diferenciados, achata ainda mais. Então, são dois prejuízos: prejuízo na concessão do benefício ao aplicar o fator previdenciário e o dos índices diferenciados, que não são aplicados no momento em que se corrige o salário mínimo. São dois prejuízos: no ato da concessão e, posteriormente, a aplicação dos índices de correção.
Está mais do que provado que há necessidade disso. E eu tenho acompanhado o Deputado Pepe Vargas, que é Relator desse projeto. Não tenho dúvidas de que os nobres Deputados, os partidos que conhecem essa problemática, essa dificuldade, esse prejuízo que é dado periodicamente ao trabalhador brasileiro, todos nós vamos dar as mãos, vamos encontrar uma saída e extinguir o fator previdenciário, dando-lhe um fim, porque é danoso ao trabalhador, criando assim um outro mecanismo de compensação para a garantia daqueles que trabalham, que recolhem dentro do percentual que recebem e que, portanto, no ato do benefício devem receber proporcionalmente.
Sr. Presidente, precisamos extinguir o fator beneficiário. É a resposta que vamos dar a todos os aposentados brasileiros. Da mesma maneira, precisamos estar vigilantes e atentos ao PL nº 01. A Mesa Diretora precisa colocá-lo na pauta da Ordem do Dia a fim de que possamos apreciá-lo.
Os aposentados já estão se dirigindo a Brasília. Virão a esta Casa procurar as Comissões, as bancadas e os partidos para pedir apoio a fim de que possamos garantir minimamente, na aprovação desses projetos, um pouco mais de respeito e dignidade aos aposentados brasileiros.
Não tenho dúvida de projetos como esses vêm garantir benefícios aos trabalhadores e aos aposentados. Mas um leque de ações nos permite dizer que, infelizmente, não temos permitido avanços na garantia de direitos aos trabalhadores.
Abro um parêntese para dizer que ontem tive oportunidade de participar da solenidade de inauguração da sede de uma associação nacional de garimpeiros que trabalharam em Serra Pelada.
Faço este registro porque eu e V.Exa., Sr. Presidente, que somos oriundos do Maranhão, sabemos que em 1992 foi fechado o garimpo de Serra Pelada e de Curionopólis, no Pará, onde trabalhavam mais de 120 mil garimpeiros, sendo que 40 mil eram daquele Estado. O Governo Collor fechou o garimpo de Serra Pelada e não deu nenhuma perspectiva àqueles homens e mulheres que ali estavam trabalhando, buscando o seu sustento e o de sua família. Não criamos, por exemplo, nenhum benefício que pudesse permitir a manutenção do seu dia a dia. E lhes foi tirada a oportunidade de trabalhar, de continuar fazendo a lavra do ouro naquela área, deixando-os acéfalos, na verdade, da garantia do seu trabalho.
E com o fechamento do garimpo, Sr. Presidente, algo ainda mais grave os atingiu: a retirada do texto legal daquilo que lhes garantia a aposentadoria, apenas por meio de comprovação de sua atividade. O Governo retirou do texto legal essa garantia do garimpeiro, assim como tem hoje o lavrador e o pescador.
E além de não lhe ter dado oportunidade de trabalhar, deixou-lhe, como eu disse, numa situação de dificuldade, porque fechou o garimpo. E em Serra Pelada, especialmente em Curionopólis, não há infraestrutura do Governo.
Sequer foi dado aos garimpeiros ajuda de custo, seja com aposentadoria ou outro benefício, para garantir sua sobrevivência e de sua família.
Por isso, a AGASP Brasil está incumbida de pedir a devida indenização por danos morais, em razão da responsabilidade social do Governo com os homens e mulheres que trabalharam em Serra Pelada. Hoje são mais de 47 mil filiados à COOMIGASP, cooperativa que tem o Sr. Jessé como presidente, que tem a prerrogativa de reunir esses garimpeiros na busca dos seus direitos. São muitas as ações, entre elas está o direito à aposentaria desses homens e mulheres que estiveram em Serra Pelada.
Da mesma forma, este Governo deve devolver o recurso da Caixa Econômica Federal, oriundo da sobra de ouro, prata e platina, que foi depositado na instituição quando do fechamento do garimpo. Em audiência pública na Comissão de Direitos Humanos, que tive oportunidade de celebrar e que contou com a participação da Polícia Federal, do Ministério Público, do DNPM e de várias entidades ligadas à defesa dos garimpeiros e dos garimpos, pudemos discutir o assunto em profundidade. E há, sim, recurso de mais de 250 milhões na Caixa Econômica, oriundo do garimpo de Serra Pelada.
Portanto, a devolução desse recurso aos garimpeiros está mais do que na hora de ser processada, a fim de garantir fundamental benefício para esses homens que somam quase 50 mil famílias, sendo que boa parte é do Maranhão. Digo isso pela responsabilidade que temos, na condição de Parlamentares, de encontrar solução para as lacunas deixadas pelo Governo e para as dificuldades que sofre o povo brasileiro, em especial o da Região Nordeste e do Estado do Maranhão, no tocante a leis que precisam ser corrigidas e modificadas para atender aos interesses daqueles que aqui representamos.
Portanto, Sr. Presidente, peço que a Presidência dê ampla divulgação nos meios de comunicação da Casa do meu pronunciamento, a fim de fazermos ecoar nossa manifestação de apoio aos trabalhadores e aposentados e que fiquem vigilantes e atentos aos projetos que esta Casa vai votar. É de suma importância a pressão de fora para dentro para fazermos valer a garantia do povo brasileiro, votando e aprovando matérias de interesse do trabalhador que de fato precisam de correções e de alterações, pois distorcem a garantia de direitos.
Entre eles, não posso deixar de frisar, mais uma vez, 3 projetos da pauta que considero importantes: o fim do fator previdenciário, a recomposição das perdas dos aposentados e, principalmente, os índices aplicados de forma diferenciada aos aposentados, aos trabalhadores que recebem o mínimo e aos que ganham acima do mínimo.
Além disso, há um projeto de nossa autoria, que culminou num livro, também publicado por nós, sobre o instituto da desaposentação. Esse instituto vem amparar quem se aposentou, quem tem renda insuficiente, porque esses índices são aplicados de forma diferenciada, quem viu diminuir o seu poder de compra e voltou ao mercado de trabalho. O trabalhador que se aposentou proporcionalmente, mas continua trabalhando, ou aquele que tem aposentadoria integral, mas continua trabalhando para ganhar mais, poderá, por meio dessa lei de nossa autoria, chegar ao balcão do INSS e renunciar à sua aposentadoria proporcional e complementá-la com o tempo trabalhado depois de aposentado.
Quem se aposentou, mas continua trabalhando, nada mais justo que o Governo lhe garanta a renúncia à sua aposentadoria proporcional e junte a esse valor 1, 2, 3, 5 anos trabalhados depois de aposentado para melhorar seu benefício. São projetos como o nosso que garantem o benefício àqueles aposentados que continuam trabalhando para complementar sua aposentadoria. Uma vez que não existe mais o pecúlio, nada mais resta ao aposentado que continua trabalhando do que a possibilidade de chegar ao balcão do INSS, renunciar ao seu benefício e juntar 1 ano ou mais de tempo trabalhado para complementá-la.
Agradeço, Sr. Presidente, a tolerância em relação ao tempo e ao povo brasileiro pela oportunidade que tem nos dado.
* Deputado pelo Bloco/PRB-MA e membro da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop).