quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

PROJETO DE LEI DE AUTORIA DO DEP CLEBER VERDE FOI APROVADO HOJE NA COMISSÃO DE SEGURIDADE SOCIAL E FAMÍLIA

PROJETO DE LEI Nº 1.922, DE 2007 FOI APROVADO NA COMISSÃO DE SEGURIDADE SOCIAL E FAMÍLIA

A Comissão de Seguridade Social e Família, em reunião ordinária realizada hoje (01/12/2010), aprovou o Projeto de Lei nº 1.922/2007, de autoria do Dep. Cleber Verde, nos termos do Parecer Vencedor do Relator, Deputado Leonardo Vilela.

O Dep Cleber Verde quer assegurar aos trabalhadores, o direito de obter junto aos empregadores, em prazo estabelecido por lei (30 DIAS), o PPP (PPP – PerfilProfissiográfico Previdenciário), preenchido de forma correta, de modo que assegure ao trabalhador a comprovação das atividades exercidas em condições de insalubridade, periculosidade ou penosidade, o que contribuirá para a concessão correta da aposentadoria, SOB PENA DE IMPOSIÇÃO DE MULTA AO EMPREGADOR POR DESCUMPRIMENTO.


Conforme explica o Deputado, a redação do § 3º do art. 57 da Lei 8.213/91 foi dada pela Lei nº 9.032, de 1995 quando não havia sido criado o formulário PPP – Perfil Profissiográfico Previdenciário, que passou a ser obrigatório em 1º de janeiro de 2.004.

Atualmente, a empresa está obrigada a emitir o PPP apenas para os segurados expostos a agentes nocivos. Isso acaba transferindo a compreensão do fato gerador do benefício ao empregador ou a cooperativa, que passou a delimitar quem possa ser o beneficiário da prestação especial.
Essa transferência de compreensão do fato gerador do benefício está repercutindo negativamente na esfera jurídica do segurado em duas situações: a) recusa no fornecimento do PPP pela empresa; b) prestação de informações falsas pela empresa ou cooperativa.

As empresas tem se furtado de fornecer o PPP ou fornecendo informações falsas ou dissimuladas para não recolher a contribuição adicional de 06%, 09% e 12% instituída pela Lei nº 9.732/98, que alterou o § 6º do art. 57 do mesmo diploma legal (Lei nº 8.213/91).

Porém, elas já estão enquadradas pela Segunda Relação do Anexo VI do Decreto nº 3.408/98, com a definição de seu grau de risco.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

CLEBER VERDE DEFENDE APROVAÇÃO DO PL 6962


O SR. PRESIDENTE (Luiz Couto) - Concedo a palavra ao Deputado Cleber Verde, para uma Comunicação de Liderança, pelo Bloco Parlamentar PSB/PCdoB/PRB.O SR. CLEBER VERDE (Bloco/PRB-MA. Como Líder. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, agradeço ao Deputado Eduardo Valverde a concessão da permuta. Falarei antes de S.Exa., tendo em vista a audiência a que terei de comparecer no Ministério da Integração Nacional.Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, considerando que as empresas de capital aberto divulgam poucos dados sobre contratos dentro do mesmo grupo empresarial, e isso vem prejudicando os acionistas minoritários; considerando que a Comissão de Valores Mobiliários — CVM vem constantemente investigando e acusando sócios e administradores de terem agido em conflito de interesses com as empresas que dirigem e controlam; considerando que as operações com partesrelacionadas de um mesmo grupo empresarial, empresas ou sócios de um mesmo conglomerado estão entre os temas mais controvertidos do mercado de capitais brasileiro, provocando a insegurança jurídica dos investimentos e investidores, fez-se necessário discutir esses conflitos de interesses e as denominadas operações com partes relacionadas.Por serem obscuras e muitas vezes tendenciosas e prejudiciais aos demais acionistas, vêm sendo alvo constante da CVM. Por isso, apresentei o Projeto de Lei nº 6.962, de 2010, que acrescenta ao art. 136 da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, a Lei das Sociedades Anônimas, o inciso XI e o § 5º, para estabelecer a obrigatoriedade da participação das assembleias de acionistas no conhecimento prévio das chamadas operações com partes relacionadas e das operações que envolvam conflitos de interesses da companhia.O referido projeto já está na Comissão de Desenvolvimento Econômico. Na primeira discussão, quando da apresentação do relatório, favorável, com substitutivo do nobre Relator, houve polêmica desnecessária. O que queremos com esse projeto é proteger os pequenos acionistas — os minoritários — , que muitas vezes não sabem o que as companhias fazem com o capital recolhido, oriundo de suas contribuições. Muitas vezes compram imóveis, segundo denúncia da própria CVM, e fazem esquemas que prejudicam seus acionistas. Queremos proteger o pequeno acionista, para que ele tenha oportunidade de participar das assembleias e decidir se é a favor ou contra a aquisição ou o investimento que a empresa pretenda realizar.Repito: o objetivo do projeto é proteger o contribuinte, o cidadão. Portanto, não vejo as razões de quem lhe é contrário e lhe quer tirar o mérito. Nesta Casa pouco legislamos sobre essa matéria. Tramitam na Casa poucos projetos sobre direitos de acionistas, minoritários ou majoritários, de empresas de capital aberto, empresas das quais as pessoas podem comprar ações. Esses acionistas ficam na dependência de a CVM acompanhar e fiscalizar as empresas. E as leis muitas vezes não protegem com eficácia os acionistas.Precisamos garantir a oportunidade de essas pessoas participarem das discussões, com direito de opinar sobre a aquisição de investimentos por parte das companhias das quais têm ações.Portanto, segundo o projeto, o art. 136 da Lei das Sociedades por Ações, Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, passa a vigorar acrescido do seguinte inciso:XI - operações entre partes, empresas, pessoas jurídicas ou físicas, entidades ou quaisquer interessados relacionados com a companhia com valores que superam a 0,5% (meio por cento) de seu patrimônio ou capital social anualmente.É acrescido também o seguinte parágrafo:§ 5º Caso o disposto no inciso XI seja infringido, poderá ser anulado o negócio, ou serem transferidas de imediato para a companhia as vantagens que tiver obtido, via judicial, cabendo o instituto da tutela antecipada, previsto na Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973.Mais uma vez, Sr. Presidente, reafirmo que o objetivo desse projeto de lei é proteger as pessoas que investem em sociedades anônimas.Obrigado.

PROJETO DE LEI DE CLEBER VERDE CRIMINALIZA MAU USO DA ÁGUA

Projeto que criminaliza condutas envolvendo água e saneamento tem participação de Promotor do RS


Um projeto de lei inédito que estabelece a punição para condutas envolvendo recursos hídricos e saneamento, protocolado no Congresso Nacional, foi elaborado e construído com a participação do promotor de Justiça do Rio Grande do Sul Eduardo Coral Viegas. Uma das maiores referências em recursos hídricos no Brasil, ele foi chamado para auxiliar na construção da proposta pelo desembargador aposentado da Justiça Federal Vladmir Passos de Freitas e pelo deputado federal que protocolou o PL 7915/2010, Cleber Verde. Na avaliação do Promotor, “é fundamental que, ao lado dos crimes em geral, o legislador tipifique condutas que são cada vez mais peculiares”. Eduardo Coral Viegas explica que a Lei dos Crimes Ambientais permite a punição de alguns agentes que abusam da água, mas é insuficiente para abranger outras condutas extremamente gravosas à sociedade. “Por isso comemoramos a apresentação desse projeto inovador em termos mundiais, que colocará à disposição dos membros do Ministério Público instrumentos de combate à crise hídrica, que assola a humanidade e se intensifica em escala geométrica”. A escassez de água já atinge 1,1 bilhão de pessoas no mundo. Além disso, mais de 2 bilhões não têm acesso a esgoto sanitário. Segundo o texto do projeto de lei, passam a ser ilícitos penais: perfurar poços sem licença ambiental; extrair água de poços sem outorga; lançar efluentes líquidos sem tratamento em mananciais; deixar de tamponar poços quando esgotada a autorização para sua exploração; deixar o proprietário de imóvel urbano de se conectar às redes de abastecimento de água e de esgoto sanitário postas à sua disposição; adotar o agente público providência contrária a deliberação do Comitê de Bacia ou do Conselho de Recursos Hídricos. As penas variam de detenção mínima de 6 meses até reclusão de 5 anos, e multa. O desembargador aposentado da Justiça Federal e especialista em Direito Ambiental Vladimir Passos de Freitas relata que “a participação do Dr. Eduardo foi intensa, porque se trata de pessoa que se especializou no estudo dos recursos hídricos, que reúne teoria, já que é mestre em Direito, e prática. A bem da verdade, foi dele a ideia de introdução de novas modalidades de crimes, sendo a minha parte de menor relevância, uma mera revisão e algumas sugestões”, relata. O texto do projeto foi acolhido na íntegra, utilizando inclusive a exposição de motivos sugerida por Eduardo Viegas e Vladimir Passos de Freitas. O Promotor aproveitou a oportunidade para criminalizar as condutas mais graves e recorrentes nas Promotorias de Justiça. “São questões sobre as quais sinto, há mais de 10 anos, dificuldade para coibir e para responsabilizar aqueles que atentam contra os mananciais superficiais e subterrâneos, além de desconsiderar a Lei das Águas, que é das mais avançadas do Mundo, mas carece de mecanismos de punição adequados até o momento”, esclarece Viegas. As condutas e punições possíveis do projeto de lei foram fundamentadas em estudos teóricos e técnicos a respeito do tema. Entre eles, um relatório elaborado pela Divisão de Assessoramento Técnico do Ministério Público, que trata sobre problemas ambientais decorrentes da exploração excessiva de água subterrânea por poços artesianos. Para o deputado que protocolou o projeto, Cleber Verde, “se faz necessário criarmos uma lei que venha disciplinar e regular aquilo que é fundamental para mantermos, minimamente, a qualidade da água”. Ele salienta, além da relevância da preservação dos mananciais, que o tema é questão de saúde pública, lembrando que cerca de 80% das doenças no mundo estão ligadas à ausência de água tratada. O desembargador Vladimir Passos de Freitas salienta a importância da aprovação do projeto: “Água é assunto sério demais, diz respeito à própria sobrevivência da humanidade. Logo, não há lugar aqui para o Direito Penal mínimo, ou seja, considerar a conduta dos que atingem tal bem algo de pouca relevância e que deve ser apenada com uma simples multa ou algo semelhante”. O projeto foi protocolado no dia 17 de novembro e está tramitando na Coordenação de Comissões Permanentes, de onde será distribuído para apreciação das comissões responsáveis pelo tema. Após aprovado nesses grupos, irá à votação em Plenário.
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Fonte: MPRS

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

CLEBER VERDE PARTICIPA DA ENTREGA DE ABAIXO ASSINADO PARA VOTAR PROJETO 4434 AO PRESIDENTE DA CÃMARA


Aposentados e Pensionistas do INSS, na companhia do Presidente da Cobap e Dep. Cleber Verde, dentre outros parlamentares, entregaram ao presidente em exercício da Câmara, deputado Marco Maia (PT/RS), abaixo assinado para pedir a aprovação do projeto de lei 4434, que corrige benefícios no valor em mínimos em que foram concedidos. A proposta foi aprovada no Senado e nas comissões da Câmara.

CLEBER VERDE PARTICIPOU DO 1º CONGRESSO MUNDIAL DE APOSENTADOS








O Deputado Federal Cleber Verde foi um dos integrantes da mesa de abertura do 1º Congresso Mundial dos Aposentados, realizado pela Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Cobap) no dia 23 de novembro de 2010, no Senado Federal. Também integraram a mesa o ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas; o senador Paulo Paim (PT/RS); a senadora Rosalba Ciarlini (DEM/RN), eleita governadora do Rio Grande do Norte; os deputados Cleber Verde (PRB/MA) e Marçal Filho (PMDB/MS), e dirigentes de diversas confederações, federações e sindicatos representativos de aposentados e trabalhadores de diversos segmentos da sociedade.
O presidente da ANFIP, Jorge Cezar Costa também compôs a mesa e destacou a luta em defesa dos aposentados empreendida pelos integrantes da mesa do evento, citando o papel da ANFIP e sua trajetória em defesa da Previdência Social pública. O presidente enfatizou o trabalho realizado pelo ministro Gabas, que “tem mudado a cara da Previdência do país”, levando justiça social por todo o território brasileiro. Destacou a atuação do deputado Marçal Filho na relatoria da PEC 555/06, que trata do fim da cobrança da contribuição previdenciária dos servidores públicos aposentados e pensionistas. Também citou o trabalho do deputado Cleber Verde, que viabilizou um encontro com o então presidente em exercício, José Alencar, quando foi pedido apoio para a instalação da comissão especial destinada a analisar a PEC 555/06.

O deputado Cleber Verde ressaltou como desafio que o governo tem de enfrentar o envelhecimento da população e que o congresso da Cobap será importante para debater as alternativas para enfrentar esse envelhecimento. “O Brasil é um país de idosos. É preciso discutir também o fim do fator previdenciário, que penaliza o trabalhador e reduz sua aposentadoria”, afirmou. Também falou da questão da desaposentação, um fenômeno que está começando a ganhar força no país, o que tem levado os aposentados a retornarem ao mercado de trabalho.

COBAP:

Com mais de 10 países participantes, o 1º Congresso Mundial dos Aposentados, realizado nos dias 23 e 24 no Senado Federal, agregou informações sobre os diferentes sistemas previdenciários aplicados nos outros países e se aprofundou no funcionamento da Previdência Social brasileira.

Congo, Alemanha, Colômbia, Curaçao, Chile, Estados Unidos, Espanha, Bolívia, Argentina, França, México, Itália, Equador e El Salvador e Egito, contribuíram com exposições sobre a situação dos aposentados em seus países. A França, que também possui um movimento de trabalhadores e aposentados organizado, falou da dificuldade que o País enfrenta com o aumento da idade mínima para se aposentar e ainda com uma possível extinção da aposentadoria.

Na abertura do evento, o senador Paulo Paim (PT-RS) afirmou que o movimento nacional dos aposentados tem conquistado melhorias com a luta intensa protagonizada pela COBAP e entidades filiadas. “Os aposentados se mostraram um segmento de fibra, de luta. Graças às diversas manifestações de vocês conseguimos vitórias no Congresso Nacional e é isso que devemos passar para os outros Países”, afirmou Paim, que é autor dos diversos projetos que beneficiam o segmento.

O senador Mário Couto e os deputados Cleber Verde, Marçal Filho e Arnaldo Faria de Sá, que defendem o segmento no Congresso Nacional, fizeram questão de participar do evento. “Qualquer plano de economia do governo tira do aposentado. O aposentado é sempre alvo e não acompanha os benefícios sociais do governo, são esquecidos pela sociedade. Não vamos sossegar enquanto os velhinhos não tiverem a vida digna de quem lutou décadas e décadas para ter uma aposentadoria justa”, disse Arnaldo Faria de Sá, grande defensor dos aposentados e pensionistas.

Ministro da Previdência elogia movimento

O auge da abertura do Congresso foi a participação do ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, que mais uma vez atendeu o convite da COBAP e falou à centenas de congressistas. “Diferentemente do que costumam publicar, a Previdência não é deficitária. Temos um bom planejamento para atendermos, inclusive, as causas sociais e temos que ter um equilíbrio. Sou a favor do movimento dos aposentados, dos projetos de lei do senador Paulo Paim, porque acho que através daí podemos dialogar para chegar a um equilíbrio, a um consenso”, afirmou o ministro, que é considerado o ministro mais acessível que a Previdência já teve. Gabas ainda elogiou o movimento travado pela COBAP e a liderança do presidente da entidade, Warley Martins. “Hoje o movimento dos aposentados tem se mobilizado mais que qualquer outro movimento social. E é graças a esses manifestos e mobilizações que vocês estão conseguindo melhorias”, afirmou o ministro.

O presidente da COBAP, Warley Martins, agradeceu o reconhecimento e dedicou as vitórias às Federações de Aposentados e aos parceiros da COBAP – FST, CNTA, CONTRATHU, CNTI, CSPB, CNTC e CNTTT, que também participaram e apoiaram o evento.

O 1º Congresso Mundial dos Aposentados foi iniciado com o secretário-geral da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil, Dom Dimas Lara, que abençoou o Congresso.

Palestras

Palestras sobre previdência, política e saúde, também enriqueceram o evento. Membro do Conselho Nacional de Saúde, Alcides Santos expôs aos países visitantes sobre os desafios da saúde na terceira idade. O advogado Pedro Luciano Dornelles abordou sobre a atual desigualdade da Previdência, sugerindo novas bandeiras de luta necessárias para a justiça ao segmento. Dr. Pedro Dornelles é membro do Conselho Jurídico da COBAP, bem como o advogado Alexandre Vallera, que também expôs no evento.

Presidente do Instituto Nacional da Seguridade Social (INSS), Valdir Simões apresentou aos países presentes palestra com o tema A Evolução da Proteção aos Aposentados, onde defendeu que, embora não seja o tratamento ideal nos últimos anos houve melhoria no tratamento das questões dos aposentados.

O presidente da COBAP, Warley Martins, considerou o 1º Congresso Mundial de Aposentados um marco inicial na unificação da defesa do movimento no mundo. Warley dedicou a importância do congresso a toda diretoria da COBAP, que trabalhou intensamente para o bom andamento do evento.
Fonte : Cobap

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

PROJETO DE LEI DE CLEBER VERDE DISPÕE SOBRE O USO DA ÁGUA


PROJETO DE LEI DE AUTORIA DO DEPUTADO CLEBER VERDE (7915/2010) dispõe sobre a criminalização de condutas envolvendo recursos hídricos, através de inclusão de tipos penais na Lei nº 9.433, de 08 de janeiro de 1997, e dá outras providências. Veja a íntegra do projeto, clicando aqui.

Discurso em Plenário

O SR. PRESIDENTE (Anselmo de Jesus) Passo a palavra ao Deputado Cleber Verde, do PRB do Maranhão.O SR. CLEBER VERDE (Bloco/PRB-MA. Sem revisão do orador.) Srs. Deputados, Sras. Deputadas, neste Grande Expediente, faço questão de fazer a leitura de um projeto que apresentei nesta Casa, pela sua importância, que foi o PL 7.915, de 2010, que dispõe sobre a criminalização de condutas envolvendo recursos hídricos, através de inclusão de tipos penais na Lei 9.433, de 1997.Faço a leitura do texto legal:Art. 1º. A Lei 9.433 de 1997 passa a vigorar acrescida do Art. 50-A, com incisos e parágrafos a seguir:Art. 50-A. Passa a ser considerado crime, puníveis com as respectivas penas, as condutas a seguir descritas:Perfurar poço de captação de água subterrânea sem autorização da autoridade competente, com pena de reclusão, de.1 a 5 anos, e multa.Parágrafo único Incide nas mesmas penas do caput aquele que perfurar poço de captação sem exigir do proprietário do terreno a exibição da autorização da autoridade competente.II - Extrair água de poço de captação sem autorização da autoridade competente, com pena de reclusão, de 1 a 3 anos, e multa.§1º - A pena será reduzida de 1/3, se a extração de água for destinada ao consumo humano familiar ou de pequena comunidade, ou para a dessedentação de animais que não sejam criados para a venda.§2º - É isenta de pena a captação de água que independe de outorga.III - Lançar efluente líquido não tratado em mananciais superficiais sem autorização da autoridade competente, com pena de reclusão, de 6 meses a 3 anos, e multa.§1º Incide nas mesmas penas aquele que, tendo autorização da autoridade competente para lançar efluente líquido não tratado em manancial superficial, excede os limites impostos pelo Poder Público.§ 2º - Se o lançamento de efluente líquido não tratado atingir mananciais subterrâneos, sem autorização da autoridade competente, pena de reclusão, de 1 a 5 anos, e multa.IV - Lançar efluente sólido, líquido ou gasoso, em poço de captação, também com pena prevista.V - Deixar de efetuar o tamponamento de poço de captação de acordo com as normas técnicas aplicáveis, após esgotado o prazo concedido pela autoridade competente, também com pena de detenção.VI - Deixar o proprietário de edificação permanente urbana de conectar seu imóvel às redes de abastecimento de água e de esgotamento sanitário disponíveis, após esgotado o prazo concedido pela autoridade competente, também com pena de detenção, de 6 meses a 2 anos, e multa.VII - Adotar o agente público providência contrária a deliberação do Comitê de Bacia ou do Conselho de Recursos Hídricos, também com pena prevista.Incide nas penas dos arts. 21 e 24, Sr. Presidente, a pessoa jurídica que praticar qualquer dos crimes definidos nessa lei, sem prejuízo da responsabilização criminal da pessoa física. A prescrição, abordada no parágrafo único, nos casos de crimes praticados por pessoa jurídica, será calculada com base na pena corporal, atribuída no artigo penal respectivo. Fiz questão, Sr. Presidente, de ler artigo por artigo, inciso por inciso, da Lei nº 7.915 deste ano, que dispõe sobre a criminalização de condutas envolvendo recursos hídricos, através de inclusão de tipos penais na Lei nº 9.433, de 1997, e dá outras providências. Quero, nesta oportunidade, agradecer ao Desembargador do Paraná, Dr. Vladimir Passos de Freitas, que deu contribuição importante, para que pudéssemos consolidar essa lei, que está tramitando. Espero queesta Casa possa estar avaliando a matéria como prioridade, para criarmos mecanismos de proteção ao mananciais, considerando a importância da água para todos nós. Na conjuntura atual, em que a crise quali-quantitativa da água é uma realidade evidente e inquestionável, muitas condutas extremamente gravosas ao meio ambiente e à gestão hídrica acabam resultando impunes por falta de uma legislação que estabeleça sanções — que devem ser adequadas e proporcionais — para aquele que coloca em risco a qualidade da água e a forma adequada de sua administração. A especificidade da gestão de recursos hídricos exige o estabelecimento de delitos próprios, a fim de que haja tipicidade nas condutas humanas que mais comumente atentam, ainda que potencialmente, contra as águas brasileiras, tanto superficiais quanto e especialmente as subterrâneas. É por isso que estabelecemos um rol de condutas que nos parecem atentatórias a bens e valores extremamente importantes na sociedade contemporânea, buscando, na máxima medida possível, definir com precisão a atividade humana ilícita e comunicar sanções penais razoáveis, portanto proporcionais, mas que, ao mesmo tempo, exerçam as funções punitivas e preventivas, retributiva e ressocializadora. É necessário que sejam aplicadas sanções contra o mau uso desse líquido tão precioso para a humanidade, principalmente brasileiras, em nosso País, que venham coibir e fazer com que a água tenha um tratamento específico e adequado, para que não comprometamos nossos lençóis freáticos e, portanto, a saúde de todos nós. Nesse sentido, Sr. Presidente, é importantesalientar que, no tocante à perfuração de poços, por exemplo, o Brasil possui uma das maiores reservas hídricas do mundo. Ao contrário do que pensam alguns, não somos privilegiados apenas em água aparente. Contamos com mananciaissubterrâneos expressivos. O aquífero Guarani ocupa a área equivalente aos territórios da Espanha, França e Inglaterra juntos, perpassando pela Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, sendo que mais de 2/3 de suas águas estão distribuídas em 8 Estados brasileiros. Essas águas pertencem aos Estados membros sobre os quais estão armazenados, portanto não existindo águas subterrâneas de propriedade específica da União. Há uma crença de que água subterrânea sempre é de boa qualidade. Essa visão apresenta-se parcialmente correta, por um lado. A água armazenada no subsolo, como regra, é de melhor qualidade do que a água superficial. Por outro lado, embora a água subterrânea seja, naturalmente, mais protegida, não está livre de ação humana nociva lixões irregulares, cemitérios, defensivos agrícolas, falta de esgotamento sanitário enfim, várias fontes de poluição existentes na superfície acabam contaminando os aquíferos em decorrência de infiltração. Quanto mais atingida por poluição essa água superficial, maior é o custo do seu tratamento que, realmente, vem crescendo em decorrência da própria conduta antropocêntrica e equivocada. Essa situação, Sr. Presidente, tem servido de estímulo ao aumento significativo dos últimos anos do aproveitamento das águas subterrâneas, fato constatado, por exemplo, pelo Mapa Ideológico do Estado do rio grande do Sul, publicado em dezembro de 2005. Atémesmo os consumidores residenciais têm investido na perfuração de poços, mas os riscos inerentes a essa atividade são inúmeros. Portanto, se faz necessário criarmos uma lei que venha disciplinar e regular aquilo que eu entendo que é fundamental para mantermos, minimamente, a qualidade da água das superfícies que, oportunamente, o Brasil tem e que precisamos proteger. E uma das formas de proteger é criar mecanismos, Sr. Presidente, primeiro, através de lei com o seu poder coercitivo de poder punir através de multa e até mesmo de prisão em alguns casos.Tenho certeza que essa nossa lei vem para implementar condições que venham, sim, trazer condições de pode, de alguma forma, garantir mais qualidade a essa água subterrâneaA certeza do consumo da água da rede geral de distribuição permite um controle da saúde coletiva da população. Por outro lado, o consumo de água de fonte alternativa, é causa de riscos intensos. Cerca de 80% das doenças do mundo estão ligadas a ausência de água tratada, consoante dados da Organização Mundial de Saúde.Ter acesso à rede de saneamento é um privilégio. Os países subdesenvolvidos lutam pela ampliação do abastecimento de água e tratamento de esgoto. Não é lógico, portanto, deixar de fazer uso dos sistemas de saneamento existentes, e assumir riscos de contaminações coletivas pelo o uso de água de origem duvidosa.Ouço com prazer o nobre Deputado Eudes Xavier.O Sr. Eudes Xavier - Quero aqui saudar o nobre deputado Cleber Verde pelo seu pronunciamento, que sei que a maioria das populações hoje no Brasil, principalmente no Nordeste brasileiro, carecem exatamente dessas políticas públicas que o nosso Governo, o Governo do Presidente Lula vem atuando através do PAC. Por isso, o seu pronunciamento, Deputado Cleber Verde, nos da ainda a certeza de que a nova matriz de desenvolvimento, que a nossa Presidenta eleita, Dilma Rousseff dará, estará exatamente sintonizada nessas lutas que V.Exa. agora apresenta. Primeiro, erradicar a pobreza no Brasil, e nesse sentido as condições de vida da população. O saneamento básico, funcionamento, as condições de mobilização que o senhor tão bem faz essa luta no seu Estado que é o Maranhão. Portanto, quero parabenizá-lo, não sópelo seu pronunciamento, mas pela sua performance nesta Casa, pelo seu trabalho atuante, principalmente em torno dos aposentados que sei que é uma luta de V.Exa., da PEC 300, por isso quero parabenizá-lo. E a Bancada cearense que é co-irmãda Bancada maranhense, tem no seu mandato, um mandato que nos dá a esperança de que a política é que faz a mudança e não a guerra. Parabéns.O SR. CLEBER VERDE - Agradeço a V.Exa., e aproveito para incorporar o seu aparte ao meu discurso, dizer que de fato o tratamento que este Governo, o Presidente Lula tem dado, principalmente para a questão do saneamento, tratando do PAC as ações de esgotamento sanitário, é fundamental.E, portanto, são ações como estas de governo que vão implementando e dando condições para que possamos fazer com que nossos aqüíferos sejam mais protegidos, considerando que a oportunidade do cidadão que mora em habitações urbanas possa interligar o seu esgotamento à rede de esgoto quando existir.Porque infelizmente nós temos uma deficiência muito grande e o nosso Presidente Lula está preocupado com essa questão, e não tenho dúvidas que a Presidenta Dilma Rousseff vai dar continuidade a este processo encaminhado através do PAC, que é criar um saneamento básico que venha garantir saúde para todos nós.Nesse sentido, Sr. Presidente, entendemos também que o lançamento de efluentes sólidos em poço é outra situação que coloca em risco também a questão dos nossos afluentes. Muitos poços de captação, uma vez sem mais utilidade, são abandonados sem o tamponamento adequado. Isso faz com que sejam colocados lá diversos dejetos sólidos, gasosos, líquidos, que vêm comprometendo os nossos lençóis freáticos. Portanto, na lei nós estamos, inclusive, criando punições adequadas, que vão, de forma proporcional à gravidade do delito, punir aqueles que o fazem, porque, como eu disse, a lei não prevê nenhuma punição. Assim fazendo, nós estamos punindo, de fato, aqueles que vêm comprometendo de forma acintosa a saúde da população brasileira, ao comprometer os nossos lençóis freáticos.Não se conectar, por exemplo, à rede de saneamento é algo extremamente grave, principalmente quando se tem o esgotamento sanitário. Nesse sentido, colocamo-nos aqui extremamente favoráveis a essa nova gestão de governo, que vem implementando condições de gestão, aplicando recursos em saneamento básico, permitindo que o cidadão possa se conectar à rede de saneamento quando existir.Nesse sentido, nós queremos apelar à Presidente Dilma: que ela possa, de fato, dar continuidade a esse processo de saneamento básico, que é fundamental para que a população dos centros urbanos possam interligar-se e evitar que o esgoto vá parar no lençol freático, contaminando as nossas águas e, portanto, prejudicando a saúde de todos nós.Com muito prazer, quero também permitir o aparte do nobre Deputado.O Sr. Zé Geraldo - Eu agradeço o aparte, Deputado. Estou atencioso ao pronunciamento de V.Exa. V.Exa. aborda um tema muito importante, que é o abastecimento dágua, que éum problema das grandes cidades, principalmente no Norte do País, que é a Região onde eu atuo politicamente, no Estado do Pará, mas também nas médias e nas pequenas cidades e nas vilas. V.Exa., em seu projeto, propõe a prudência de se fazer captação de água com qualidade, e bem feita — tanto é que propõe uma legislação. Por outro lado também, eu percebo que há, em algumas situações, um excesso de burocracia para se construir um poço artesiano em uma comunidade. Lá no Pará, o Prefeito precisa ser muito bom para, com um ano ou dois anos, construir um poço artesiano fazendo a captação de dinheiro federal, porque passa pela FUNASA. Há uma série de exigências que, muitas vezes, estão um pouco fora do alcance de algumas comunidades e de algumas Prefeituras.Quero dizer a V.Exa. que o Governo Federal precisa atentar em alguns setores. Nós precisamos fazer com que a construção de poços artesianos e a estação de tratamento de água sejam mais acessíveis. Eu tenho apresentado várias emendas. Para V.Exa. ter uma ideia, eu apresentei uma emenda que destina 300 mil reais ao abastecimento de água na Vila Caracol, no Município do Trairão, na BR-163, que está sendo asfaltada. Aliás, são 1 mil quilômetros de asfalto. Há um plano sustentável da BR-163, muito bonito, bom. Deputado, estou há 2 anos com essa emenda empenhada e até agora o projeto não está pronto para a sua execução. A comunidade esta há 20 anos sem água e provavelmente vai demorar, no mínimo, mais um ano. E se não fizermos um trabalho bom, talvez ela não tenha esses recursos para fazer a captação de água. Na outra vila, em Nova Fronteira, Município de Medicilândia, na Transamazônica, trecho Altamira-Itaituba, uma caixa dágua está há 25 anos seca, feita pela antiga Fundação SESP, quando abriram a Transamazônia. A comunidade passou 8 anos discutindo como arrumar água. Trata-se deuma vila que está sobre uma rocha — terra rocha — que no verão seca tudo. Apresentei uma emenda. Depois de 3 anos, a Prefeitura, com muito custo e jeito, conseguiu perfurar esse poço. Apenas de pedra foram perfurados 110 metros. Felizmente deu uma vazão de 10 mil litros por hora, e jorrou uma água quase mineral. Hoje todas as famílias têm água tratada a um custo médio de 10 reais, taxa combinada na vila a ser paga. Observo quando vou às beiras dos Rios Amazonas, Tapajós, Araguaia, Tocantins e outros, as cidades não têm água, nem nas pequenas, nas médias, nas grandes, nas vilas, porque houve realmente nesses últimos 20 anos falta de atenção dos Governos Estaduais, Municipais e até Federal. Felizmente o Governo Lula está investindo por meio do PAC Saneamento. Em Santarém, Marabá, Tucuruí, Itaituba, Belém, Ananindeua milhões serão aplicados em abastecimento de água. Mas falta um programa menos burocrático para que possamos em curto espaço de tempo alocar recursos e fazer com que eles sejam aplicados, porque a iniciativa privada demora uma semana, 30 dias para dar andamento a esse processo. Em uma fazenda, em um lugar qualquer, fura-se um poço artesiano com 150 metros, 200 metros, 300 metros — e há água — e o Poder Público demora 2 anos, 3 anos e não consegue fazer um poço artesiano, porque há uma ladainha, uma burocracia terrível. Na FUNASA, de Belém, éfelizardo quem consegue aprovar um projeto para fazer um poço artesiano. Acho que o debate que V.Exa. faz, do ponto de vista da segurança, da qualidade, é muito importante. Hoje tem cidades em que se tem um lixão há 20 anos bem na beira da cidade, na beira dos igarapés e das nascentes, mas ao mesmo tempo precisamos ter um programa menos burocratizado, mais acessível para que possamos avançar e, num curto espaço de tempo, fazer com que todas as famílias tenham água tratada.O SR. CLEBER VERDE Deputado Zé Geraldo, agradeço o aparte de V.Exa., que fará parte do meu pronunciamento.Sr. Presidente, não se conectar à rede de saneamento também tem que ser punido. Acompanhamos aqui o PAC do Saneamento. O Presidente Lula, com todo investimento, com todos os esforços, faz com que o saneamento chegue aos distantes Municípios brasileiros, como bem relatado pelo Deputado Zé Geraldo, e que acontece, de fato, em todos os Estados brasileiros. É necessário que tenhamos uma legislação que possa permitir, por exemplo, a obrigatoriedade de conexão da edificação permanente urbana às redes públicas de abastecimento de água e de esgotamentos sanitários disponíveis, inclusive previsto no art. 45, da Lei de Saneamento Básico. Uma vez não feito isso, temos que punir aquele que assim não o fizer, porque estará contaminando nossos lençóis freáticos.Com relação ao saneamento básico, a Constituição brasileira reza que a saúde é direito de todos, dever do Estado, e será prestada pelo Sistema Único, que inclui em suas diretrizes a priorização para atividades preventivas, competindo-lhe participação da formulação da política e da execução das ações de saneamento básico.Constata-se, assim, que o investimento público em saneamento básico constitui não apenas uma obrigação moral do Poder Público, mas verdadeira obrigação jurídica decorrente da própria lei, que estrutura o Estado, sendo, portanto, imperativo para o seu gestor. É isso o que faz, e muito bem, o nosso Presidente Lula, que espero, ratifico aqui o que disse anteriormente, que a Presidente Dilma possa continuar esse grande trabalho em favor do saneamento básico, que é fundamental. O saneamento básico consiste no fornecimento à população de água potável e na prestação dos serviços de coleta e tratamento da coleta e tratamento do esgoto sanitário, que é isso que queremos que aconteça em todos os Municípios brasileiros. Infelizmente, temos Municípios de grande dimensão territorial que sequer têm um litro de esgoto tratado. Esta realidade está sendo modificada com a gestão do Presidente Lula, por intermédio do PAC. Vem aí o PAC 2, que, tenho certeza, vai intensificar as ações que vão permitir um tratamento mais adequado ao esgotamento sanitário e assim mais saúde a todos nós.Portanto, Sr. Presidente, o que nós queremos com essa lei, repito, Lei nº 7.915 de 2010, apresentada nesta Casa, ao mesmo tempo em que peço o apoio dos meus pares para que possamos aprová-la, é dispor realmente de um instrumento de criminalização de condutas que impeça que os nossos mananciais possam ser, através de um texto legal como este, protegidos de ações que vêm ao longo dos anos os comprometendo e permitindo que doenças se alastrem. Este é o nosso objetivo, fazer com que tenhamos a proteção legal para os nossos aquíferos e assim permitir mais qualidade de vida ao povo brasileiro.Neste dia, Sr. Presidente, quero cumprimentá-lo, agradecer-lhe a oportunidade e dizer que nos sentimos contemplados com os apartes dos Srs. Deputados.Há pouco, na galeria desta Casa, estava presente uma comissão de membros do conselho tutelar, que estão reunidos aqui em Brasília. Eles têm importância tamanha na proteção das crianças e dos adolescentes do Brasil inteiro. Quero cumprimentá-los, desejar um encontro de muito êxito, que eles possam sair daqui de fato com definições que vão melhorar ainda mais os seus espaços e que façam com que os gestores municipais possam lhes dar mais apoio em seus Municípios para que possam fazer seus trabalhos de forma mais eficaz.Em muito Municípios, os Prefeitos não dão espaços físicos necessários e ambientes adequados para que os conselhos tutelares possam trabalhar e nem condições para que eles se desloquem para confirmar ocorrênciase proteger a criança e o adolescente nos seus Municípios. Espero que esse encontro nacional que ocorre aqui em Brasília possa ter êxito e que os gestores municipais apoiem os nossos conselhos tutelares para quepossamos ter, de fato, conselheiros mais dedicados e que tenham sucesso no cumprimento do seu papel que é cuidar das crianças e adolescentes do Brasil.Muito obrigado, Sr. Presidente.

sábado, 30 de outubro de 2010

CLEBER VERDE OBTEVE O REGISTRO DE SUA CANDIDATURA NO TSE


DUAS VITÓRIAS EM UMA SEMANA


Agradecemos a Deus, agradecemos o carinho e as orações do povo do Maranhão e a todos aqueles, que em qualquer parte do país, torceram pela vitória do Dep. Cleber Verde. Foi com a força de todos, com fé em Deus, muito trabalho e união que foi alcançado o resultado almejado.


Nesta sexta-feira, dia 29 de outubro de 2010, o TSE manteve o registro a candidatura do Deputado Cleber Verde. A decisão foi unâmine: 7x0 em favor de Cleber Verde.


Na ultima terça-feira, dia 26, saiu a Portaria do Ministério da Previdência Social que reconheceu o excesso de pena aplicada ao mesmo em 2003, reconhecendo a inocência do parlamentar e reintegrando o deputado ao cargo de gerente administrativo do orgão.


Foram 07 anos de acusações injustas ! Cleber Verde foi presenteado em uma só semana com duas vitórias, uma delas esperada desde que foi demitido do INSS, pois acreditava na Justiça e tinha plena consciência de sua inocência.


Cleber Verde, conforme alegou o TRF da 1ª Região em Acórdão, foi tão vítima como a Previdência Social, foi injustiçado, mas agora foi coroado com vitórias emocionantes.


Toda a equipe está em festa! Todos nos sentimos vitoriosos e muito emocionados depois de um árduo trabalho...trabalho este que continuará sendo realizado, como sempre foi, agora mais ainda em favor do povo do Maranhão, e porquê não dizer EM FAVOR DE TODO O POVO BRASILEIRO, tendo em vista centenas de projetos de lei em tramitação que beneficiam toda a sociedade brasileira.


Obrigado a todos!!!!!!


NOTÍCIA VEICULADA NA PÁGINA DO TSE:

"O deputado federal Cleber Verde disputou a eleição para a Câmara dos Deputados no dia 3 de outubro último com o registro de candidatura deferido, porém sendo contestado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) junto ao TSE com base na Lei da Ficha Limpa.

Ele foi o terceiro mais votado em seu estado com 126.896 votos ou 4,17% dos votos válidos. No dia 7 de outubro último, contudo, o TSE julgou o recurso do Ministério Público e decidiu cassar o registro de candidatura de Cleber Verde, com base na alínea “o” do inciso I do artigo 1º da LC 64/90, com redação alterada pela Lei da Ficha Limpa. Tal dispositivo coloca como hipótese de inelegibilidade a demissão do serviço público em decorrência de processo administrativo ou judicial.

Inconformado, Cleber Verde recorreu no próprio TSE da decisão tomada pela Corte por meio de embargo de declaração. No embargo, o deputado pedia que o TSE examinasse um documento em que o ministro da Previdência e Assistência Social (MPAS) declara extinta a punição aplicada ao parlamentar e o reintegra aos quadros do INSS.

O recurso de Cleber Verde contra a sua demissão do serviço público tramitava no Ministério da Previdência desde 2004. Como a demissão do serviço público foi revertida e essa era justamente a causa da inelegibilidade, o TSE deu provimento ao embargo declaratório do parlamentar para deferir o registro de candidatura. "